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Mamografia com contraste detecta mais cânceres em mulheres com mamas densas, diz estudo

Mamografia com contraste detecta três vezes mais cânceres invasivos em mamas densas que ultrassom, podendo ser padrão para alto risco.

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Mulheres com tecido mamário denso têm dificuldades para detectar câncer de mama, pois as mamografias convencionais muitas vezes não conseguem identificar os tumores. Um novo estudo mostrou que a mamografia com contraste, que usa um corante, consegue detectar três vezes mais cânceres invasivos em mamas densas do que o ultrassom. Essa técnica pode encontrar tumores menores que as mamografias tradicionais. O estudo, que envolveu mais de 9.000 mulheres, comparou diferentes métodos de rastreamento e concluiu que a mamografia com contraste deve ser o padrão para mulheres em alto risco. Embora essa técnica ainda não tenha aprovação total nos Estados Unidos, ela pode ser uma opção mais acessível e eficaz do que a ressonância magnética, que é mais cara. O estudo também destacou que a detecção precoce pode salvar vidas, já que muitos tumores foram encontrados antes de se espalharem. No entanto, houve algumas reações adversas ao uso do corante, embora raras. Uma das participantes do estudo, que teve um tumor detectado precocemente, afirmou que, sem essa pesquisa, seu câncer poderia ter passado despercebido por anos.

Mulheres com tecido mamário denso enfrentam desafios no rastreamento do câncer de mama, pois mamografias convencionais frequentemente não conseguem detectar tumores. Um novo estudo revelou que a mamografia com contraste detecta três vezes mais cânceres invasivos em mamas densas do que o ultrassom, sugerindo que esse método deve ser o padrão para mulheres de alto risco.

A pesquisa, publicada na revista *The Lancet*, envolveu mais de nove mil mulheres com idades entre cinquenta e setenta anos. Os exames foram realizados em dez locais de triagem no Reino Unido entre outubro de dois mil e dezenove e março de dois mil e vinte e quatro. Os resultados mostraram que a mamografia com contraste identificou 19,2 cânceres a cada mil exames, enquanto a ressonância magnética detectou 17,4 e o ultrassom apenas 4,2.

A professora de radiologia Fiona J. Gilbert, autora principal do estudo, destacou que a mamografia com contraste pode encontrar tumores menores que os detectados por mamografias convencionais. O contraste permite que os cânceres se destaquem, facilitando a identificação. JoAnn Pushkin, diretora executiva do grupo educacional DenseBreast-info, afirmou que esses exames podem salvar vidas ao detectar cânceres em estágios iniciais, antes que se espalhem.

Apesar da eficácia, a mamografia com contraste ainda não é aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) para rastreamento, sendo utilizada principalmente após achados suspeitos. Gilbert alertou que, embora exames adicionais possam levar a detecções mais precoces, também podem resultar em sobrediagnóstico e sobretratamento.

O estudo também registrou eventos adversos, com algumas pacientes apresentando reações ao contraste. Entretanto, a maioria dos cânceres detectados era invasiva e potencialmente fatal. Louise Duffield, uma das participantes, teve um tumor em estágio inicial identificado durante o estudo, o que pode ter evitado complicações futuras.

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