Mulheres com tecido mamário denso têm dificuldade em detectar câncer de mama com mamografias comuns, que muitas vezes não mostram os tumores. Um novo estudo mostrou que a mamografia com contraste é mais eficaz, encontrando três vezes mais cânceres invasivos do que o ultrassom. A pesquisa, realizada no Reino Unido com mais de 9.000 mulheres entre 50 e 70 anos, revelou que a mamografia com contraste detectou 19,2 cânceres a cada 1.000 exames, superando a ressonância magnética e o ultrassom. Essa técnica ajuda a identificar tumores menores e em estágios iniciais. A professora Fiona J. Gilbert, que liderou o estudo, defende que a mamografia com contraste deve ser o padrão para mulheres em alto risco. Embora essa técnica já esteja disponível em alguns lugares nos Estados Unidos, ainda não foi aprovada pela FDA para rastreamento, em parte devido a preocupações com reações alérgicas ao contraste. Apesar disso, especialistas acreditam que esses exames podem salvar vidas. O estudo também mostrou que a maioria dos cânceres detectados era invasiva e potencialmente fatal, mas a mamografia com contraste é mais econômica do que a ressonância magnética e pode ser usada em centros de mamografia já existentes. Uma participante do estudo, Louise Duffield, teve um tumor detectado em estágio inicial graças a essa nova técnica, destacando a importância da pesquisa.
O rastreamento do câncer de mama é um desafio para mulheres com tecido mamário denso, pois mamografias convencionais frequentemente não conseguem detectar tumores. Um novo estudo revelou que a mamografia com contraste pode ser uma solução eficaz, detectando três vezes mais cânceres invasivos em mamas densas em comparação ao ultrassom.
Realizado em 10 locais no Reino Unido, o estudo envolveu mais de 9.000 mulheres entre 50 e 70 anos com tecido mamário denso e mamografias normais. Os resultados mostraram que a mamografia com contraste detectou 19,2 cânceres a cada 1.000 exames, enquanto a ressonância magnética identificou 17,4 e o ultrassom apenas 4,2. A mamografia com contraste também se destacou por encontrar tumores menores e em estágios iniciais.
Fiona J. Gilbert, professora de radiologia na Universidade de Cambridge e autora principal do estudo, destacou que a mamografia com contraste deve se tornar o padrão para mulheres com alto risco. O contraste permite que os tumores se destaquem, facilitando a detecção. “Quando você tem muito tecido mamário branco normal, é difícil ver os cânceres brancos”, explicou Gilbert.
Embora a mamografia com contraste esteja disponível em alguns centros nos Estados Unidos, ainda não foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) para rastreamento. A preocupação com reações alérgicas ao contraste é um dos fatores que limitam sua adoção. No entanto, JoAnn Pushkin, diretora do grupo educacional DenseBreast-info, afirmou que esses exames podem salvar vidas ao detectar cânceres em estágios iniciais.
O estudo também revelou que a maioria dos cânceres detectados era invasiva e potencialmente fatal. Apesar de alguns eventos adversos associados ao uso do contraste, a mamografia com contraste se mostrou uma alternativa mais econômica em comparação à ressonância magnética, podendo ser implementada em centros de mamografia existentes.
Louise Duffield, uma das participantes do estudo, teve um tumor detectado em estágio inicial graças à mamografia com contraste. Ela ressaltou a importância da pesquisa, afirmando que, sem ela, o tumor poderia ter passado despercebido por anos.
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