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Mudanças climáticas ampliam a ameaça de fungos mortais como Aspergillus no mundo

Mudanças climáticas podem expandir o fungo Aspergillus em até 77% até 2100, aumentando infecções e riscos à saúde global.

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Pesquisas recentes mostram que o fungo Aspergillus pode se espalhar para novas áreas, aumentando o risco de infecções em milhões de pessoas até 2100, especialmente em regiões mais frias. Esse fungo já é responsável por cerca de 5% das mortes no mundo, e as mudanças climáticas estão ajudando a aumentar sua distribuição geográfica. O Aspergillus fumigatus, uma das espécies mais perigosas, pode se expandir em até 77%, afetando mais de 9 milhões de pessoas na Europa. Esse fungo é difícil de detectar e os tratamentos são limitados, o que torna as infecções mais graves, especialmente para pessoas com sistemas imunológicos fracos. Além disso, outra espécie, o Aspergillus flavus, também pode se espalhar, aumentando os riscos à saúde e à segurança alimentar. O aumento das temperaturas e as mudanças climáticas podem facilitar a propagação desses fungos, tornando as infecções fúngicas uma preocupação crescente para a saúde pública.

As mudanças climáticas estão ampliando o alcance geográfico do fungo Aspergillus, que pode aumentar sua presença em até 77% até 2100. Essa expansão representa um risco elevado de infecções para milhões de pessoas, especialmente em regiões mais frias da Europa, Ásia e Américas.

Pesquisadores alertam que o Aspergillus fumigatus é responsável por cerca de 3,8 milhões de mortes anuais devido a infecções fúngicas invasivas. A doença mais comum associada a esse fungo é a aspergilose, que pode afetar os pulmões e se espalhar para outros órgãos, incluindo o cérebro. A detecção tardia é um problema, pois os sintomas muitas vezes se confundem com outras condições.

A pesquisa, coautoria de Norman van Rhijn, do Wellcome Trust, destaca que a disseminação do Aspergillus pode ser acelerada por eventos climáticos extremos. O aumento das temperaturas e a umidade favorecem a proliferação do fungo, que já é considerado uma das principais ameaças à saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Impactos e Preocupações

Além do A. fumigatus, outra espécie, o Aspergillus flavus, pode se expandir em 16% até 2100, afetando regiões como o norte da China e a Escandinávia. Essa espécie é conhecida por produzir aflatoxinas, substâncias tóxicas que podem causar câncer e danos ao fígado.

O aumento da resistência a fungicidas e a escassez de tratamentos eficazes tornam a situação ainda mais preocupante. A pesquisa sugere que a combinação de secas seguidas de chuvas intensas pode liberar esporos no ar, aumentando a incidência de infecções fúngicas.

Estudos recentes indicam que a aspergilose tem crescido especialmente entre populações vulneráveis, como pessoas com sistemas imunológicos comprometidos. A cientista Brittany Bustamante, da Universidade da Califórnia, Berkeley, observa que as mudanças climáticas podem intensificar surtos de doenças respiratórias, tornando as infecções fúngicas uma preocupação crescente para a saúde pública.

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