A Argentina confirmou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) após a visita do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr. O governo de Javier Milei justificou a decisão, afirmando que as diretrizes da OMS não são baseadas em ciência, mas em interesses políticos. A saída foi inicialmente anunciada em fevereiro, seguindo a retirada dos EUA sob Donald Trump, que criticou a gestão da OMS durante a pandemia de covid-19. Durante a visita, as autoridades argentinas e Kennedy discutiram uma nova agenda de saúde, focando em transparência e eficiência. O governo argentino também planeja revisar suas políticas de saúde pública, incluindo protocolos de vacinas, para priorizar a saúde baseada em evidências científicas. Além disso, a Argentina pretende melhorar a supervisão e a organização de seus órgãos de saúde, que, segundo eles, têm funcionado de maneira ineficiente.
Durante a visita do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., à Argentina, o governo do presidente Javier Milei confirmou a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS). O anúncio ocorreu nesta segunda-feira, 26 de fevereiro de 2025, e foi justificado por críticas à gestão da OMS durante a pandemia de covid-19.
O governo argentino alegou que as diretrizes da OMS não são baseadas em evidências científicas, mas em interesses políticos. O ministro da Saúde, Mario Lugones, destacou que a colaboração em saúde global é uma prioridade, afirmando: “Junto com Robert Kennedy, acreditamos no futuro da colaboração em saúde global.” O encontro teve como foco a definição de uma agenda para fortalecer a transparência e a confiança no sistema de saúde.
A decisão de se retirar da OMS foi inicialmente anunciada em fevereiro de 2025, seguindo a saída dos Estados Unidos em janeiro do mesmo ano. Na época, Milei criticou a gestão da OMS, chamando-a de “nefasta” e referindo-se às medidas de quarentena como “cavernícolas.”
Revisão das Políticas de Saúde
Além da saída da OMS, a Argentina planeja uma revisão de suas políticas de saúde pública. O governo pretende mudar o foco de um modelo centrado na reparação de doenças para um que priorize a saúde baseada em evidências científicas. As medidas incluem a revisão dos protocolos de vacinação e a exigência de estudos clínicos com grupos placebo.
O governo também anunciou uma “revisão estrutural” dos organismos de saúde nacionais, visando organizar e atualizar processos que, segundo eles, operaram com sobreposições e normas obsoletas. As mudanças buscam reforçar a segurança dos pacientes e a sustentabilidade do sistema de saúde.
Kennedy, que se reunirá com Milei, tem defendido que outros países sigam o exemplo da Argentina e deixem a OMS, alegando que a agência está sob influência indevida de interesses externos.
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