Nos anos 90, a engenharia de células imunes, como as CAR T, era vista com ceticismo, mas hoje essas terapias são eficazes para tratar cânceres no sangue e podem ajudar em outras doenças. Novas técnicas estão sendo desenvolvidas para criar CAR T diretamente no corpo, o que pode tornar o tratamento mais rápido e acessível, sem a necessidade de quimioterapia antes e com menos efeitos colaterais. Atualmente, o processo de fabricação das CAR T é complicado e demorado, levando semanas, o que impede muitos pacientes de receberem o tratamento a tempo. Empresas estão buscando maneiras de modificar as células dentro do corpo, o que poderia reduzir custos e aumentar a disponibilidade. Algumas dessas novas abordagens usam vírus para entregar o gene que transforma as células, enquanto outras estão explorando o uso de nanopartículas para uma entrega mais segura e temporária. Isso pode evitar efeitos colaterais graves e permitir que mais pessoas, incluindo aquelas que não podem passar por quimioterapia, tenham acesso a essas terapias.
A engenharia de células imunes, como as CAR T, evoluiu significativamente desde os anos 90, quando enfrentou ceticismo. Hoje, essas terapias são eficazes no tratamento de cânceres hematológicos e mostram potencial para outras doenças. Novas abordagens in vivo estão sendo desenvolvidas, prometendo tratamentos mais rápidos e acessíveis, sem a necessidade de quimioterapia prévia e com menor risco de efeitos colaterais.
As terapias CAR T, que utilizam células imunes geneticamente modificadas, têm um mercado estimado em US$ 11 bilhões para este ano, podendo alcançar quase US$ 190 bilhões até 2034. Contudo, o processo de fabricação é complexo e demorado, levando semanas para que os pacientes recebam o tratamento após a coleta das células T. Apenas cerca de 200 centros nos Estados Unidos oferecem essa terapia.
Pesquisadores, como Saar Gill, destacam a ineficiência do processo atual. “Se eu tenho um paciente com câncer, posso prescrever quimioterapia e ele receberá amanhã”, afirma Gill. Em contrapartida, a terapia CAR T exige uma espera prolongada. Para contornar isso, empresas de biotecnologia estão explorando a modificação das células T diretamente no corpo, o que poderia reduzir custos e tempo de espera.
A Capstan Therapeutics, cofundada por pioneiros da CAR T, está focada em terapias celulares in vivo. A AstraZeneca também investiu até US$ 1 bilhão na empresa EsoBiotec, que iniciou ensaios clínicos de uma terapia CAR T in vivo. Essas novas abordagens visam simplificar a produção e eliminar a necessidade de quimioterapia pré-tratamento, reduzindo assim os efeitos colaterais.
Embora a segurança das terapias in vivo ainda esteja sendo avaliada, muitos pesquisadores acreditam que essa inovação pode desafiar o paradigma atual. “Se for eficaz e seguro, pode realmente mudar o cenário”, afirma Joseph McGuirk, hematologista e oncologista. A busca por métodos mais eficientes e seguros continua, com a esperança de que mais pacientes possam se beneficiar dessas terapias promissoras.
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