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Derramamento de corante em Jundiaí causa morte de peixes e contamina lagos do parque

Derramamento de corante em Jundiaí afeta fauna local e gera investigação; prefeitura promete medidas de mitigação e recuperação ambiental.

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Um caminhão que transportava 2.000 litros de corante tombou perto do Parque Botânico Tulipas em Jundiaí, causando a morte de mais de cem peixes e afetando a fauna local. O corante coloriu de azul patos, gansos e capivaras. A prefeitura informou que o produto escoou para um bueiro próximo, que leva ao córrego do Jardim das Tulipas, que deságua no rio Jundiaí. A Cetesb já havia alertado a prefeitura sobre a vulnerabilidade dos lagos do parque em quatro ocasiões desde 2013, recomendando medidas para proteger a área. Após o acidente, a prefeitura começou a esvaziar o lago para minimizar os danos e planeja desviar as águas pluviais da região, mas isso pode ser complicado. A Cetesb está preparando um relatório para multar a empresa responsável pelo corante. Veterinários estão monitorando os animais afetados, e um vereador sugeriu que a circulação de cargas perigosas na área seja melhor controlada.

A CETESB (Companhia Ambiental do Estado) alertou a Prefeitura de Jundiaí sobre a vulnerabilidade dos lagos do Parque Botânico Tulipas. O aviso se intensificou após um acidente no dia 13 de maio, quando um caminhão derramou 2.000 litros de corante, resultando na morte de mais de cem peixes e afetando a fauna local.

O caminhão colidiu com um poste próximo ao parque, e o corante se espalhou, atingindo um bueiro a cerca de 50 metros do local do impacto. Esse bueiro conecta-se ao córrego do Jardim das Tulipas, que deságua no rio Jundiaí, afetando cidades vizinhas. A CETESB já havia enviado quatro notificações à prefeitura desde 2013, recomendando medidas de proteção para os lagos, cercados por indústrias e rodovias.

Medidas de Mitigação

A prefeitura informou que, devido à quantidade de corante derramada, o lago foi esvaziado para minimizar os danos ao ecossistema. A UGISP (Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos) está realizando ações de limpeza e desassoreamento. Um plano de obras para desviar as águas pluviais está em elaboração, mas a intervenção é complexa e requer coordenação com órgãos estaduais e a concessionária CCR.

Veterinários da Associação Mata Ciliar monitoram os animais afetados, incluindo patos e gansos que ficaram com a plumagem azul. O coordenador da Faculdade de Tecnologia em Gestão Ambiental da Fatec, Cláudio da Cunha, explicou que o corante verde malaquita pode ser tóxico em altas concentrações, podendo causar alterações genéticas.

Investigação e Responsabilidades

O Ministério Público investiga o acidente, e a CETESB prepara um relatório técnico que embasará um auto de infração contra a empresa responsável pelo corante. A prefeitura acompanha o caso e colabora com as autoridades para garantir a responsabilização adequada.

Embora não haja multas municipais para acidentes ambientais, um projeto sobre o tema está em discussão na Câmara Municipal. A administração municipal reafirma seu compromisso com a recuperação ambiental da área, mas não há prazo definido para o reenchimento do lago.

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