Sudão enfrenta uma grave crise de saúde pública devido a um surto de cólera, que já causou 172 mortes em uma semana, principalmente em Khartoum. A situação piorou com ataques a hospitais e sistemas de água, levando as pessoas a usar água contaminada. Organizações como Médicos Sem Fronteiras alertam que milhares de casos suspeitos estão sendo registrados. Nos últimos dias, até 500 novos casos foram reportados em um único dia. A Organização Mundial da Saúde adverte que a cólera pode ser fatal se não for tratada. Desde o início do conflito civil, mais de 150 mil pessoas morreram e milhões foram deslocadas, resultando na pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.
Sudão enfrenta crise de saúde pública com surto de cólera
Sudão está à beira de uma catástrofe de saúde pública, com a propagação de cólera e outras doenças fatais, segundo o Comitê Internacional de Resgate (IRC). Em apenas uma semana, o Ministério da Saúde do Sudão registrou 172 mortes devido a um surto de cólera, com a maioria dos novos casos concentrados no estado de Khartoum.
A situação foi agravada por ataques a infraestrutura de saúde e abastecimento de água, que resultaram em cortes de energia em estações de purificação de água. Isso forçou a população a recorrer a fontes de água contaminada. O diretor do IRC no Sudão, Eatizaz Yousif, afirmou que a guerra civil, que já dura mais de dois anos, “está alimentando o ressurgimento da cólera”.
Organizações humanitárias como Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertam para a gravidade da situação, com relatos de “milhares de casos suspeitos” de cólera em Khartoum desde o mês passado. O coordenador médico da MSF no país, Slaymen Ammar, destacou que a infraestrutura básica foi claramente comprometida pelo conflito. Ele também mencionou que muitos profissionais de saúde foram forçados a deixar suas funções devido à violência.
Nos últimos dias, até 500 casos de cólera foram reportados em um único dia em Khartoum. Além da capital, casos também foram registrados em outras regiões do norte e sul do Sudão. A Organização Mundial da Saúde alerta que, embora muitos infectados apresentem sintomas leves ou nenhum, a cólera pode ser fatal se não tratada adequadamente.
Desde o início do conflito, mais de 150 mil pessoas perderam a vida, e milhões foram deslocadas, resultando na que é considerada a pior crise humanitária do mundo pela ONU.
Entre na conversa da comunidade