Pesquisas recentes mostraram que a obesidade prejudica a produção de uma substância chamada coenzima Q (CoQ) no fígado. Isso aumenta a relação entre suas formas reduzida e oxidada, o que leva à produção excessiva de espécies reativas de oxigênio nas mitocôndrias, conhecidas como mROS. Essa produção excessiva pode afetar a saúde metabólica. Em pessoas com gordura no fígado, a síntese de CoQ também está reduzida, e a relação entre suas formas está ligada à gravidade da doença. Os cientistas identificaram um mecanismo específico que causa a produção de mROS em pessoas obesas, o que pode ser alvo de tratamentos para melhorar a saúde metabólica.
Pesquisas recentes revelaram que a sintese hepática de coenzima Q (CoQ) é prejudicada em indivíduos obesos, o que aumenta a relação CoQH2/CoQ e promove a produção excessiva de espécies reativas de oxigênio mitocondriais (mROS). Este fenômeno ocorre por meio do transporte eletrônico reverso (RET) no complexo I da mitocôndria, afetando a homeostase metabólica.
Estudos anteriores já associavam a produção excessiva de mROS a diversas doenças, mas as fontes e mecanismos em casos de obesidade não eram totalmente compreendidos. A nova pesquisa, publicada na revista Nature, utiliza modelos genéticos e farmacológicos para demonstrar que o RET é crucial para a saúde metabólica. Em pacientes com esteatose, a síntese hepática de CoQ também se mostra suprimida, correlacionando a relação CoQH2/CoQ com a gravidade da doença.
Os pesquisadores identificaram um mecanismo seletivo para a produção patológica de mROS na obesidade, que pode ser alvo de intervenções terapêuticas. A administração de CoQ10 em camundongos obesos restaurou os níveis de CoQ, reduziu a relação CoQH2/CoQ e mitigou a produção de mROS, melhorando a homeostase glicêmica. Além disso, a expressão ectópica da alternativa oxidase (Aox) no fígado de camundongos obesos também resultou em diminuição da produção de mROS e melhora na homeostase glicêmica.
Esses achados abrem novas possibilidades para o tratamento de distúrbios metabólicos associados à obesidade, destacando a importância da CoQ na regulação do metabolismo hepático e na prevenção de doenças relacionadas.
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