Empresas estão investindo mais de R$ 1 milhão por ano em saúde mental, como a Nestlé e a Vibra Energia, para atrair e reter talentos e evitar afastamentos. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR1) foi atualizada e agora exige que as empresas identifiquem riscos psicossociais no trabalho, como excesso de jornada e assédio. Desde a pandemia, os afastamentos por problemas mentais aumentaram mais de 400% no Brasil, com 472.328 licenças em 2024. A Nestlé, por exemplo, desenvolve um programa com o Hospital Israelita Albert Einstein para capacitar colaboradores a identificar riscos de saúde mental. A Vibra Energia oferece suporte psicológico online e incentiva atividades como meditação. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) tem programas de saúde mental há 8 anos e recebeu um selo de reconhecimento por valorizar o bem-estar dos funcionários. A B3 também investe em saúde mental e viu uma redução de 40% na sinistralidade do plano de saúde. No entanto, é importante que as empresas evitem a “positividade tóxica”, que é a pressão excessiva para que todos estejam sempre bem, e o “mentalwashing”, que são ações de saúde mental que não têm impacto real. Especialistas sugerem que a qualidade da liderança é fundamental para a saúde mental dos colaboradores e que as empresas devem estar atentas a dinâmicas de trabalho que possam prejudicar o bem-estar.
Empresas brasileiras estão aumentando os investimentos em saúde mental, com grandes nomes como Nestlé e Vibra Energia aplicando mais de R$ 1 milhão anualmente em programas de prevenção. Essa mudança ocorre em resposta ao crescimento de afastamentos por transtornos mentais, que aumentaram 400% desde a pandemia, segundo o Ministério da Previdência Social.
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), que exigirá que as empresas identifiquem riscos psicossociais, foi prorrogada por um ano para permitir adaptações. As empresas devem agora monitorar fatores como excesso de jornada, assédio e falta de descanso mental. Em 2024, o Brasil registrou 472.328 licenças por problemas mentais, com um custo estimado de R$ 3 bilhões.
Iniciativas em Saúde Mental
A Nestlé, com cerca de 22 mil colaboradores, desenvolve um programa em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, capacitando 600 funcionários como agentes de saúde mental. O investimento anual em bem-estar é de R$ 1,5 milhão. O diretor Fabrício Pavarin destaca a importância de um ambiente seguro para discutir saúde mental, comparando-o à aceitação de problemas físicos.
Na Vibra Energia, o investimento também supera R$ 1 milhão. A empresa oferece suporte psicológico online, sessões de meditação e campanhas de conscientização. O vice-presidente Aspen Andersen afirma que essas ações resultaram em uma redução significativa de afastamentos e um melhor equilíbrio no uso do plano de saúde.
Cultura Organizacional
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) possui programas de saúde mental há oito anos, focando em saúde emocional, física e financeira. A diretora Andressa Lamana ressalta que a escuta genuína e o acolhimento são fundamentais para um ambiente de trabalho saudável. A CBA recebeu o selo Great People Mental Health por suas iniciativas.
A B3, que transformou sua cultura organizacional, também investe em saúde mental, promovendo práticas como yoga e psicoterapia online. A diretora Renata Caffaro observa que a valorização do bem-estar tem atraído e retido talentos, além de reduzir a sinistralidade do plano de saúde em 40% nos últimos três anos.
Desafios e Considerações
Apesar dos avanços, especialistas alertam para o risco de positividade tóxica e mentalwashing, onde ações superficiais não refletem a cultura organizacional. O psicólogo Bruno Chapadeiro enfatiza que o bem-estar deve ser acompanhado de condições de trabalho dignas e combate ao assédio.
Darwin Grein, da consultoria Juntxs, destaca que a qualidade da liderança é crucial para a saúde mental dos colaboradores. Pesquisas anônimas podem ajudar a identificar dinâmicas tóxicas, como assédio e falta de clareza nas funções, que afetam o bem-estar no ambiente de trabalho.
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