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Funcionários denunciam situação crítica com corpos empilhados em SP

Funcionários do Serviço de Verificação de Óbito da USP denunciam condições precárias e aumento na espera por liberação de corpos. Obras de R$ 2 milhões só devem ser concluídas em 2025.

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O Serviço de Verificação de Óbito da Universidade de São Paulo enfrenta problemas sérios, como sobrecarga de trabalho e condições ruins. Funcionários relatam que os corpos estão sendo amontoados e que a carga horária foi reduzida, o que aumenta a espera das famílias. A situação é crítica, com macas insuficientes e corpos acumulados fora das câmaras frias. A diretora do sindicato dos trabalhadores da USP afirmou que a precarização do serviço já dura mais de um ano, com falta de contratações e infraestrutura. Em maio de 2024, a Secretaria Municipal de Saúde notificou a USP sobre problemas de higiene e estrutura, e houve relatos de ameaças a funcionários que falassem com a Vigilância Sanitária. A reitoria anunciou uma obra de dois milhões de reais para resolver os problemas, mas a conclusão deve ocorrer apenas em 2025. Embora a USP tenha contratado alguns novos colaboradores, a situação no SVO continua preocupante para os trabalhadores e para as famílias que dependem do serviço.

O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Universidade de São Paulo (USP) enfrenta sérios problemas estruturais, com relatos de sobrecarga de trabalho e condições insalubres. Funcionários afirmam que a situação tem impactado a liberação de corpos, aumentando a espera das famílias em luto.

Os trabalhadores denunciam que os corpos estão sendo amontoados e que a carga horária foi reduzida, resultando em atrasos significativos. O SVO, que é responsável por esclarecer causas de morte em casos sem assistência médica, tem enfrentado uma crise, com macas insuficientes e corpos acumulados fora das câmaras frias. Segundo Solange Conceição Lopes, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a precarização do serviço se arrasta há mais de um ano, com contratações paradas e falta de infraestrutura.

A diretora destaca que a redução dos turnos de trabalho, de três para dois, tem agravado a situação. “Às vezes, há dois corpos em uma maca, onde deveria haver apenas um”, afirma Lopes. A situação é ainda mais crítica à noite, quando corpos que chegam aguardam até a manhã para serem tratados. Um funcionário, que preferiu não se identificar, revelou que alguns corpos são colocados na garagem para liberar espaço.

Problemas Estruturais e Respostas da USP

Em maio de 2024, a Secretaria Municipal de Saúde notificou a USP sobre questões estruturais e de higiene no SVO. Funcionários relataram que a diretoria do SVO teria ameaçado punir quem falasse com a Vigilância Sanitária. A reitoria da USP, em nota, anunciou uma obra de R$ 2 milhões para resolver os problemas, com a execução final prevista para 2025.

A reitoria informou que, após reuniões com a Coordenação de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Paulo (Covisa), foi decidido que a obra seria realizada. Parte dela já foi executada, mas a licitação para a execução final deve ocorrer apenas em agosto de 2025. A USP também afirmou que, nos últimos 12 meses, foram contratados seis novos colaboradores para as áreas técnicas e que três processos de contratação estão em andamento.

Sobre os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a universidade garantiu que todos os itens necessários são disponibilizados aos servidores. A carga horária de trabalho, segundo a USP, segue rigorosamente o contrato. A situação no SVO continua a ser uma preocupação para os trabalhadores e para as famílias que dependem do serviço.

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