Moradores de áreas próximas a matas e lagoas no Rio de Janeiro estão enfrentando um aumento incomum de borrachudos, especialmente no verão. Esses mosquitos, que medem menos de 4 milímetros, causam picadas dolorosas que podem levar a reações alérgicas e infecções. A situação é preocupante em bairros como Ilha da Gigoia, Barra da Tijuca e Alto da Boa Vista, onde as pessoas têm usado roupas longas, como calças e casacos, para se proteger. A prefeitura reconheceu o problema e formou uma comissão especial para estudar soluções, já que métodos tradicionais, como o fumacê, não são eficazes contra esses insetos. A Secretaria Municipal de Saúde atribui a proliferação à degradação ambiental, como o desmatamento e a poluição das águas, que favorecem a reprodução dos borrachudos. Além disso, a falta de predadores naturais, como peixes e aves, agrava a situação. A prefeitura está trabalhando em ações de limpeza e restauração ambiental, mas ainda não há um plano definitivo para resolver o problema.
Moradores de áreas próximas a matas e lagoas no Rio de Janeiro enfrentam uma infestação crescente de borrachudos, especialmente durante o verão. A situação levou a prefeitura a criar uma comissão especial para estudar medidas de controle. Moradores relatam picadas frequentes e infecções.
A presença do mosquito borrachudo, conhecido cientificamente como *Simulium spp*, aumentou em bairros como Alto da Boa Vista, Barra da Tijuca e Ilha da Gigoia. Vilma Santiago Pereira, moradora da Ilha da Gigoia, afirma que a situação se agravou nos últimos seis meses. “Hoje já não conseguimos ficar nas ruas sem calça e meias”, diz. Além de repelentes, muitos moradores adotaram roupas mais cobertas para evitar as picadas.
As picadas do borrachudo causam cortes na pele, inchaço e reações alérgicas. Em casos mais graves, como o de uma neta de Vilma, a picada evoluiu para uma celulite, exigindo tratamento médico. A Secretaria Municipal de Saúde atribui a proliferação à degradação ambiental, como a destruição da mata ciliar e o acúmulo de matéria orgânica.
Medidas de Controle
A prefeitura informou que o uso de fumacê é ineficaz contra os borrachudos, devido ao tamanho e à velocidade de voo do inseto. A solução proposta envolve restauração ambiental e proteção dos predadores naturais, como libélulas e aves. A Câmara Municipal, presidida pelo vereador Marcelo Diniz, promoverá audiências públicas para discutir o problema e buscar soluções sustentáveis.
A Secretaria de Saúde destaca que não há uma ação isolada capaz de eliminar os borrachudos. A colaboração com a Comlurb e os Guardiões do Rio visa a limpeza das margens dos rios e a retirada de resíduos. A situação continua a ser monitorada, enquanto moradores buscam formas de se proteger em meio à crescente infestação.
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