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Pressão para ser feliz prejudica a saúde mental e emocional das pessoas

Especialistas alertam sobre os riscos da felicidade tóxica em evento em São Paulo, destacando a importância de lidar com emoções negativas.

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Durante o Summit Saúde e Bem-Estar em São Paulo, especialistas discutiram os perigos da felicidade tóxica, que é a pressão para estar sempre feliz e ignorar emoções negativas. O psicólogo Daniel Gontijo explicou que essa expectativa pode prejudicar o bem-estar emocional, especialmente em países onde a felicidade coletiva é alta. Ele destacou que o discurso motivacional muitas vezes faz as pessoas se sentirem culpadas por expressar tristeza ou raiva. As redes sociais aumentam essa pressão, mostrando apenas momentos felizes e levando à comparação com os outros. A neurocientista Maryana com Y acrescentou que ignorar emoções como tristeza pode resultar em um falso bem-estar e que, em alguns casos, buscar ajuda profissional é importante. Gontijo também comentou sobre a influência de “gurus” que promovem uma visão distorcida da felicidade, oferecendo soluções simplistas e não mostrando suas vulnerabilidades. Os especialistas concordaram que é essencial reconhecer e aceitar emoções negativas para alcançar um bem-estar verdadeiro. O evento continua até hoje no Espaço de Eventos do Shopping JK Iguatemi, promovendo discussões sobre saúde mental.

Durante o Summit Saúde e Bem-Estar, realizado no último domingo, 13, em São Paulo, especialistas discutiram os riscos da felicidade tóxica. O psicólogo Daniel Gontijo e a neurocientista Maryana com Y abordaram como a pressão social para estar sempre feliz pode prejudicar o bem-estar emocional.

Gontijo explicou que a felicidade tóxica refere-se à expectativa de que devemos estar constantemente felizes, ignorando emoções negativas. Uma pesquisa da revista *Nature* revelou que essa pressão está associada a uma queda no bem-estar individual, especialmente em países com altos índices de felicidade coletiva. O psicólogo destacou que o discurso motivacional muitas vezes minimiza o sofrimento, levando as pessoas a se sentirem culpadas por expressar emoções como tristeza ou raiva.

Impacto das Redes Sociais

As redes sociais intensificam essa pressão, pois as postagens geralmente mostram apenas momentos felizes, criando uma ilusão de vidas perfeitas. Gontijo alertou que isso pode levar à comparação constante com os outros, fazendo com que as pessoas se sintam inadequadas. Ele enfatizou que emoções negativas têm um papel importante e que a tristeza, por exemplo, pode sinalizar a necessidade de ajuda ou reflexão.

Maryana com Y complementou que a busca incessante pela felicidade pode gerar uma pressão sufocante. Para ela, é essencial reconhecer que emoções como tristeza e raiva são parte do processo de viver. Ignorar esses sentimentos pode resultar em um falso bem-estar, e em alguns casos, a busca por ajuda profissional é necessária.

O Papel dos “Gurus”

Outro ponto abordado foi a influência de figuras públicas que promovem uma visão distorcida do bem-estar emocional. Gontijo destacou que muitos desses “gurus” oferecem soluções simplistas para a felicidade, sem mostrar suas próprias vulnerabilidades. Essa abordagem pode disseminar mitos perigosos e pseudociência, reforçando a ideia de que a felicidade deve ser constante.

Os especialistas concordaram que, ao invés de reprimir emoções consideradas negativas, é fundamental abordá-las com cuidado. O reconhecimento e a aceitação dessas emoções são passos essenciais para um bem-estar genuíno. O evento, que continua até hoje, 14, no Espaço de Eventos do Shopping JK Iguatemi, visa promover discussões sobre saúde mental e bem-estar.

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