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Cientistas revelam que bactéria da peste atenuou virulência para se espalhar mais eficazmente

Yersinia pestis, causadora de pandemias históricas, atenuou sua virulência, permitindo maior transmissão em populações menores.

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A bactéria Yersinia pestis, que causou pandemias como a Peste de Justiniano e a Peste Negra, passou por mudanças ao longo dos séculos que diminuíram sua letalidade, permitindo que se espalhasse mais facilmente em populações menores. Pesquisadores descobriram que, ao longo do tempo, a quantidade de um gene chamado pla, que está ligado à virulência da bactéria, diminuiu. Isso significa que a Yersinia pestis se tornou menos mortal, mas ainda assim conseguiu se espalhar entre as pessoas. Experimentos com ratos mostraram que os infectados com cepas menos letais sobreviviam mais tempo. A hipótese é que, com a redução das populações de roedores devido a surtos anteriores, a bactéria se adaptou para não matar todos os seus hospedeiros, aumentando assim suas chances de transmissão. Os resultados desse estudo foram publicados na revista Science e mostram que a peste ainda existe em algumas regiões do mundo, como nos Estados Unidos e na África.

A bactéria Yersinia pestis, responsável por pandemias históricas como a Peste de Justiniano e a Peste Negra, apresentou uma nova descoberta. Pesquisadores, liderados pelo microbiólogo Guillem Mas Fiol, revelaram que a bactéria atenuou sua virulência ao longo dos séculos, o que pode ter facilitado sua persistência em populações menores.

Os cientistas analisaram o DNA de centenas de cadáveres de vítimas das três pandemias de peste. Eles notaram que o número de cópias do gene pla, associado à virulência, diminuiu ao longo do tempo. Essa redução sugere que a bactéria se tornou menos letal, mas mais transmissível, permitindo que se espalhasse em grupos menores de hospedeiros.

Em experimentos com ratos, os infectados com cepas que apresentavam menos cópias do gene pla tiveram uma taxa de mortalidade 20% menor e um tempo maior entre a infecção e a morte. A hipótese é que a seleção natural favoreceu essas cepas menos letais em um contexto de escassez de roedores, seu reservatório habitual.

Implicações da Pesquisa

Os resultados foram publicados na revista Science e indicam que a terceira pandemia de peste, iniciada em mil oitocentos e cinquenta e cinco, ainda persiste em regiões endêmicas, como Uganda e Estados Unidos. Antes da introdução de antibióticos, a mortalidade por peste nos EUA era de 60%, atualmente é de 11% devido a tratamentos como ciprofloxacino e doxiciclina.

Bruno González Zorn, professor da Universidade Complutense de Madrid, elogiou a pesquisa e destacou que a quantidade de cópias de um gene pode modular a virulência de um patógeno. Ele ressaltou a importância de entender essas variações genéticas, especialmente em um mundo onde a resistência bacteriana é uma preocupação crescente.

A pesquisa evidencia que a Yersinia pestis evoluiu para se adaptar a novas condições, permitindo que a transmissão da doença se prolongasse. Essa descoberta pode ter implicações significativas para o entendimento de outras doenças infecciosas e a evolução de patógenos resistentes.

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