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CDC não recomenda vacina contra COVID-19 para gestantes e crianças saudáveis

CDC não recomenda mais vacinas COVID-19 para gestantes e crianças saudáveis, focando em adultos com risco elevado. Acesso pode ser limitado.

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A partir de agora, a CDC não recomenda mais vacinas contra COVID-19 para gestantes e crianças saudáveis, focando apenas em adultos mais velhos e pessoas com problemas de saúde. Essa mudança foi anunciada pelo Secretário de Saúde e pode dificultar o acesso à vacina para jovens saudáveis. Especialistas, como a Dra. Monica Gandhi, acreditam que nem todos precisam ser vacinados, mas expressam preocupação com a exclusão de gestantes das recomendações. A FDA também pediu que as vacinas sejam atualizadas para uma nova variante, mas isso pode levar anos. Médicos e organizações de saúde, como a ACOG, criticaram a decisão, ressaltando que a COVID-19 pode ser perigosa durante a gravidez e que a vacina oferece proteção tanto para a mãe quanto para o bebê. A CDC ainda lista a gravidez como uma condição de risco, e muitos pediatras continuarão a recomendar a vacinação para crianças. A nova política pode limitar a escolha das famílias e afetar o acesso às vacinas, além de aumentar os custos, que podem chegar a até mil dólares.

A Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) não recomenda mais a vacinação contra COVID-19 para gestantes e crianças saudáveis. A decisão foi anunciada pelo Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., e visa priorizar adultos mais velhos e aqueles com condições de saúde subjacentes. A mudança ocorre após a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) afirmar que a eficácia de doses repetidas em pessoas de baixo risco é incerta.

A nova orientação gerou controvérsias entre especialistas. A médica Monica Gandhi, da Universidade da Califórnia em São Francisco, expressou preocupação com a exclusão de gestantes das recomendações. Ela acredita que crianças sem imunidade prévia deveriam ser vacinadas. A FDA também solicitou que os fabricantes atualizem as vacinas para a nova variante LP.8.1, mas com a exigência de testes clínicos controlados por placebo, o que pode atrasar a aprovação.

A American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) manifestou descontentamento com a nova diretriz. O presidente da ACOG, Steven Fleischman, destacou os riscos que a COVID-19 representa para gestantes e recém-nascidos. O especialista em doenças infecciosas, William Schaffner, reforçou que a vacinação durante a gravidez é essencial para proteger tanto a mãe quanto o bebê.

A CDC ainda considera a gravidez como uma condição de risco elevado para complicações graves da COVID-19. Um estudo recente revelou que a mortalidade materna nos Estados Unidos aumentou durante a pandemia. Além disso, dados da American Academy of Pediatrics (AAP) indicam que milhares de crianças foram hospitalizadas devido à COVID-19 na última temporada de vírus respiratórios.

A nova política pode dificultar o acesso à vacina para jovens saudáveis. Especialistas alertam que a falta de cobertura de seguros para vacinas não recomendadas pode tornar a imunização financeiramente inviável. O custo de uma vacina pode chegar a R$ 1 mil, o que pode desencorajar muitos a se vacinarem.

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