Em 2024, a Escócia registrou um número recorde de 18.710 abortos, um aumento de 468 em relação ao ano anterior. A taxa de abortos entre mulheres de 15 a 44 anos subiu de 17,5 para 17,9 por 1.000. Os abortos repetidos também aumentaram, passando de 7.282 para 7.670, representando mais de 40% do total. O número de abortos por bebês com síndrome de Down subiu de 52 para 60, e os abortos seletivos por deficiência aumentaram 76,74% desde 2018. Os procedimentos realizados em casa, que começaram durante a pandemia, se tornaram permanentes, mas geraram preocupações sobre segurança. A Right To Life UK pediu a reintrodução de consultas presenciais para evitar riscos. Em setembro de 2024, a Escócia aprovou uma lei criando zonas de proteção de 200 metros ao redor das clínicas de aborto, proibindo protestos e interações com mulheres que buscam esses serviços. A opinião pública está dividida, com 71% das mulheres apoiando o retorno das consultas presenciais e 70% desejando regras mais rígidas sobre o aborto.
O número de abortos na Escócia atingiu um recorde histórico em 2024, com 18.710 procedimentos registrados, conforme dados da Public Health Scotland. Este total representa um aumento de 468 em relação a 2023, marcando o maior número desde o início dos levantamentos.
Catherine Robinson, da organização pró-vida Right To Life UK, lamentou a situação, afirmando que “é uma grande tragédia que 18.710 vidas tenham sido perdidas para o aborto”. Em 2024, a taxa de abortos entre mulheres de 15 a 44 anos subiu de 17,5 para 17,9 por mil. Os abortos repetidos também aumentaram, passando de 7.282 em 2023 para 7.670 em 2024, representando mais de 40% do total.
Os dados revelaram um crescimento nos abortos de fetos diagnosticados com síndrome de Down, que subiram de 52 para 60, um aumento de 15,38%. Além disso, os abortos seletivos por deficiência totalizaram 280 casos, um aumento de 76,74% desde 2018. Procedimentos realizados entre 18 e 20 semanas de gestação também tiveram leve crescimento, passando de 147 para 152.
Procedimentos em Casa
A discussão sobre a oferta de serviços de aborto reacendeu-se com a permanência dos procedimentos realizados em casa, inicialmente adotados durante a pandemia. A Right To Life UK expressou preocupações sobre a segurança e o acompanhamento adequado, pedindo a reintrodução de consultas presenciais. Robinson destacou que “as avaliações médicas presenciais são fundamentais para reduzir riscos”.
Em setembro de 2024, o Partido Nacional Escocês (SNP) aprovou uma moção para assegurar “o direito ao aborto em qualquer futura constituição de uma Escócia independente”. Defensores da medida acreditam que ela protegerá os direitos reprodutivos, enquanto críticos alertam para a possibilidade de uma política de aborto extremamente permissiva.
Nova Legislação
A Escócia também implementou a Lei de Serviços de Aborto, que estabelece zonas de proteção de 200 metros ao redor das clínicas de aborto, a maior distância mínima já adotada globalmente. Essas zonas proíbem qualquer tipo de protesto ou interação com mulheres que buscam serviços de aborto, com penalidades que podem chegar a £ 10.000 por infrações.
Pesquisas indicam que a opinião pública está dividida. Setenta e um por cento das mulheres apoiam o retorno das consultas presenciais, enquanto apenas nove por cento defendem o modelo atual de atendimento domiciliar. Além disso, setenta por cento da população é favorável a regulamentações mais rígidas sobre o aborto.
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