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Médicos enfrentam violência a cada duas horas em hospitais brasileiros, aponta CFM

Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que, em 2024, um médico é agredido a cada duas horas no Brasil, totalizando 4.562 boletins de ocorrência, a maior cifra já registrada. Em média, doze médicos enfrentam diariamente situações de violência em ambientes de saúde. Os dados, obtidos junto às polícias civis dos estados, indicam que a maioria das agressões ocorre no interior do país, com sessenta e seis por cento dos casos fora das capitais. Embora os homens sejam as principais vítimas, o número de médicas agredidas também aumentou, com mil setecentos e cinquenta e sete casos contra mil oitocentos e dezenove de médicos. Em sete estados, as mulheres foram mais atacadas. Os agressores são, em sua maioria, pacientes ou familiares, mas há também registros de colegas de trabalho envolvidos. Duzentos e cinquenta e seis boletins de ocorrência (seis por cento) referem-se a crimes virtuais, como calúnia e injúria. São Paulo é o estado com o maior número de registros, totalizando oitocentos e trinta e dois, seguido por Paraná e Minas Gerais. José Hiran Gallo, presidente do CFM, enfatiza a necessidade urgente de medidas para garantir a segurança dos profissionais de saúde, alertando que a violência compromete não apenas o patrimônio, mas também o exercício da atividade médica. O CFM apoia a aprovação de Projetos de Lei que aumentam as penas para agressões a médicos e propõe a criação de delegacias especializadas em crimes contra a saúde. Os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, evidenciam a gravidade da situação e a necessidade de atenção das autoridades para proteger os profissionais da saúde em todo o país.

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Um levantamento do Conselho Federal de Medicina mostrou que, em 2024, um médico é agredido a cada duas horas no Brasil, totalizando 4.562 boletins de ocorrência, o maior número já registrado. Em média, 12 médicos enfrentam violência diariamente, com a maioria das agressões ocorrendo fora das capitais. Embora os homens sejam as principais vítimas, o número de médicas agredidas também aumentou, com 1.757 casos contra 1.819 de médicos. A maioria das agressões é cometida por pacientes ou familiares, mas também há casos entre colegas. Além disso, 256 ocorrências (6%) referem-se a crimes virtuais, como calúnia. São Paulo é o estado com mais registros, seguido por Paraná e Minas Gerais. O presidente do CFM, José Hiran Gallo, pediu medidas urgentes para proteger os profissionais de saúde e apoia leis que aumentem as penas para agressões a médicos e a criação de delegacias especializadas. Os dados foram coletados por meio da Lei de Acesso à Informação e mostram a gravidade da situação.

Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) revelou que, em 2024, um médico é agredido a cada duas horas no Brasil. Foram registrados 4.562 boletins de ocorrência, a maior quantidade da série histórica. O estudo aponta que, em média, 12 médicos enfrentam diariamente situações de violência em ambientes de saúde.

Os dados, coletados junto às polícias civis dos estados, mostram que a maioria das agressões ocorre no interior do país, com 66% dos casos registrados fora das capitais. Embora os homens sejam mais frequentemente vítimas, o número de médicas agredidas também cresceu, com 1.757 casos contra 1.819 de médicos. Em sete estados, as mulheres foram mais atacadas.

Os autores das agressões são, em sua maioria, pacientes ou familiares, mas também há casos envolvendo colegas de trabalho. 256 boletins de ocorrência (6%) referem-se a crimes virtuais, como calúnia e injúria. São Paulo lidera o ranking, com 832 registros, seguido por Paraná e Minas Gerais.

José Hiran Gallo, presidente do CFM, destaca a urgência de medidas para garantir a segurança dos profissionais de saúde. Ele ressalta que a violência não afeta apenas o patrimônio, mas compromete o exercício da atividade médica. O CFM apoia a aprovação de Projetos de Lei que aumentam as penas para agressões a médicos e propõe a criação de delegacias especializadas em crimes contra a saúde.

Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e refletem a gravidade da situação, exigindo atenção das autoridades para proteger os profissionais da saúde em todo o país.

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