Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que pacientes que param de usar análogos do GLP-1, como semaglutida e tizerpatida, podem recuperar o peso perdido em até 11 meses, com uma média de 0,7 kg por mês. Durante o tratamento, os participantes perderam em média 7,9 kg, e alguns chegaram a perder até 16,1 kg. No entanto, ao interromper o uso dos medicamentos, a recuperação de peso pode ser significativa, com estimativas de 8,3 kg a 9,6 kg recuperados no primeiro ano, dependendo do remédio. Especialistas afirmam que a obesidade deve ser tratada como uma condição crônica, e a interrupção do tratamento geralmente leva ao retorno do peso. Além disso, a fome aumenta e o gasto energético diminui após a perda de peso, o que contribui para o efeito sanfona. Embora algumas pessoas consigam manter a perda de peso sem medicação, esse grupo é pequeno, representando apenas 10% a 15% dos pacientes. A continuidade do tratamento é muitas vezes necessária para manter os resultados.
Um estudo da Universidade de Oxford revelou que pacientes que interrompem o tratamento com análogos do GLP-1, como semaglutida e tizerpatida, podem recuperar o peso perdido em até 11 meses, com uma média de 0,7 kg por mês. A pesquisa foi apresentada no 32º Congresso Europeu de Obesidade, realizado em Málaga, na Espanha, entre 11 e 14 de maio.
Os análogos do GLP-1, introduzidos no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, têm mostrado eficácia significativa na redução de peso. Após o tratamento, os participantes perderam em média 7,9 kg, e aqueles que utilizaram as versões mais recentes, como semaglutida, chegaram a perder 16,1 kg. Contudo, a interrupção do uso desses medicamentos leva a uma recuperação de peso considerável, com estimativas de 8,3 kg e 9,6 kg recuperados no primeiro ano, dependendo da medicação.
O endocrinologista Bruno Geloneze, da Unicamp, destacou que a interrupção de tratamentos para doenças crônicas, como a obesidade, geralmente resulta no retorno ao estado anterior. Ele enfatizou que a obesidade deve ser tratada como uma condição crônica, assim como diabetes e hipertensão. O endocrinologista Bruno Halpern, da Abeso, complementou que a percepção de que a obesidade pode ser resolvida com um tratamento temporário é equivocada.
Mecanismos de Recuperação de Peso
A recuperação de peso após a interrupção do tratamento está relacionada a mecanismos naturais do corpo que tentam resistir ao emagrecimento. Estudos indicam que, a cada quilo perdido, a fome aumenta em cerca de 95 calorias, enquanto o gasto energético diminui em 25 calorias. Essa dinâmica contribui para o efeito sanfona, onde o apetite volta com força após a suspensão do medicamento.
Além disso, a velocidade da recuperação de peso pode variar conforme a eficácia da medicação utilizada. Pacientes que perderam menos peso tendem a recuperar mais rapidamente, enquanto aqueles que perderam mais peso podem apresentar um ganho gradual. A composição corporal dos pacientes também é uma preocupação, pois a recuperação rápida pode resultar em um aumento da gordura corporal, elevando o risco de doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardíacos.
Embora existam pessoas que conseguem manter a perda de peso sem medicação, esse grupo é pequeno, representando entre 10% a 15% dos pacientes. A continuidade do tratamento é frequentemente necessária para manter os resultados significativos alcançados.
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