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República Dominicana enfrenta crise de segurança viária com aumento de acidentes fatais

A República Dominicana enfrenta uma crise de segurança no trânsito, com mais de três mil mortes em 2024. O governo lança um pacto para reduzir fatalidades.

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A República Dominicana enfrenta um grave problema de segurança no trânsito, com 3.114 mortes registradas em 2024, o que levou o governo a criar o Pacto Nacional por Segurança. O objetivo é reduzir as fatalidades em 15% ao ano. Entre as novas medidas estão o aumento das multas, um sistema de pontos nas licenças de motorista e campanhas para promover o uso de capacetes. A situação é alarmante, especialmente entre jovens e motociclistas, que representam 68% das vítimas. O presidente Luis Abinader declarou a segurança no trânsito como prioridade nacional, e o plano inclui a formação de comitês regionais e a publicação de relatórios semestrais. A fiscalização será reforçada com novos radares e mais agentes nas estradas. Além disso, a educação sobre segurança no trânsito será incorporada nas escolas. O governo também está melhorando a infraestrutura hospitalar para atender vítimas de acidentes. A expectativa é que essas ações ajudem a reduzir a mortalidade nas estradas e mudem a cultura de imprudência no país.

A República Dominicana enfrenta um grave problema de segurança viária, com 3.114 mortes registradas em 2024. O governo declarou a segurança viária como prioridade nacional e lançou o Pacto Nacional por Segurança, que visa reduzir as fatalidades em 15% ao ano.

O aumento de acidentes, especialmente entre jovens e motociclistas, levou à implementação de novas medidas. As multas foram elevadas e um sistema de pontos nas licenças de condução será introduzido. Além disso, campanhas educativas sobre o uso de capacetes estão sendo promovidas.

Dados do Observatório Permanente de Segurança Viária (Opsevi) mostram que a República Dominicana tem 27 mortes por cada 100.000 habitantes, sendo o segundo país da região com maior mortalidade viária, atrás apenas do Haiti. O presidente Luis Abinader comparou a sinistralidade a uma pandemia, que custou ao Estado R$ 130 bilhões em 2023, representando 2,2% do PIB.

Medidas e Fiscalização

O Pacto Nacional por Segurança foi assinado por 121 entidades e inclui a criação de comitês regionais de supervisão. A Direção Geral de Segurança de Trânsito e Transporte Terrestre (Digesett) já emitiu cerca de dois milhões de infrações em 2024, mas o diretor Pascual Cruz Méndez considera os valores das multas insuficientes para coibir comportamentos de risco.

A Digesett também está aumentando a fiscalização nas estradas e equipando seus agentes com novas tecnologias. O sistema de pontos nas licenças de conduzir, que já estava previsto na legislação, será finalmente implementado. A reativação da prova de alcoolemia e parcerias com aplicativos de navegação também fazem parte das novas estratégias.

Educação e Infraestrutura

A educação no trânsito é um dos pilares do plano. A inclusão de conteúdos sobre segurança viária nas escolas está prevista para 2025, mas sua implementação ainda depende de ajustes. Enquanto isso, organizações civis estão realizando campanhas de conscientização em comunidades vulneráveis.

A precariedade da infraestrutura viária contribui para o alto número de acidentes. Quarenta e dois por cento das mortes ocorrem em rodovias, com a Autopista Duarte sendo a mais perigosa. O governo está investindo na melhoria da rede hospitalar e na aquisição de novas ambulâncias para atender emergências relacionadas a acidentes de trânsito.

O Pacto Nacional por Segurança busca, com um orçamento de R$ 150 milhões, transformar a realidade viária do país. A expectativa é que as reformas sejam efetivas e sustentáveis, visando reduzir a sinistralidade e melhorar a segurança nas estradas dominicanas.

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