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Brasil investe em tecnologia de vacinas com RNA mensageiro para fortalecer saúde pública

Brasil investe R$ 150 milhões em vacinas de RNA mensageiro e lança 29 projetos para fortalecer a produção local de medicamentos e inovações em saúde.

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O Brasil está investindo R$ 150 milhões na Fiocruz e no Instituto Butantan para produzir vacinas com RNA mensageiro, uma tecnologia importante para tratar várias doenças, incluindo covid-19. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que esses investimentos fazem parte do Novo PAC Saúde e que a Embrapii também receberá R$ 60 milhões para criar centros de competência. Esses centros vão ajudar a desenvolver vacinas e medicamentos, aumentando a capacidade do Brasil em pesquisa e inovação na saúde. Além disso, foram autorizados 29 projetos que visam aumentar a produção local de medicamentos e desenvolver novas tecnologias em saúde, com um investimento total de cerca de R$ 2 bilhões por ano. Esses projetos incluem medicamentos para doenças raras e inovações em saúde digital, como um ultrassom que pode ser usado em locais de atendimento. O governo quer garantir que o Brasil tenha mais autonomia na produção de insumos e tecnologias de saúde, reduzindo a dependência de produtos importados e fortalecendo o Sistema Único de Saúde.

O Brasil anunciou um investimento de R$ 150 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, com foco na produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez o anúncio durante a Plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Geceis), em Brasília, nesta quinta-feira (29). O objetivo é reduzir a dependência de insumos estrangeiros, evidenciada pela pandemia de covid-19.

As vacinas de mRNA são uma inovação importante na biomedicina, utilizadas para tratar diversas doenças, incluindo covid-19, câncer e doenças respiratórias. Padilha destacou que o investimento permitirá que o Brasil se torne um protagonista na produção dessa tecnologia. Além disso, a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) receberá R$ 60 milhões para criar centros de competência em mRNA e Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA).

Projetos de Inovação em Saúde

O governo também autorizou 29 projetos para ampliar a produção local de medicamentos e desenvolver novas tecnologias em saúde. Esses projetos foram selecionados por meio de programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e de Desenvolvimento e Inovação Local (Pdil). Entre as iniciativas, sete novas PDPs devem movimentar cerca de R$ 2 bilhões anuais, focando em medicamentos para doenças raras, como esclerose múltipla e fibrose cística.

Os outros 22 projetos do Pdil envolvem investimentos de aproximadamente R$ 378 milhões em saúde digital, vacinas e equipamentos médicos. Um dos destaques é o desenvolvimento de um ultrassom point-of-care (POC), que permitirá a realização de exames em locais de atendimento, melhorando o acesso à saúde.

Fortalecimento do Sistema Único de Saúde

A Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde foi lançada em 2023, visando garantir a produção sustentável de insumos e tecnologias em saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Geceis reúne diversos ministérios e órgãos para articular ações que fortaleçam a produção e inovação no setor.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou a importância de o Brasil ter competência para produzir medicamentos e vacinas, reduzindo a vulnerabilidade em crises de mercado. A iniciativa busca inserir o país na vanguarda da pesquisa em saúde, promovendo desenvolvimento e inovação.

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