Uma jovem de 22 anos morreu durante um treino em uma academia no Rio de Janeiro, e investigações mostraram que não havia desfibrilador no local, apesar de uma lei que exige esse equipamento. Amigos da vítima disseram que ela tinha um problema cardíaco, mas estava sendo acompanhada por médicos. Especialistas afirmam que mortes súbitas em jovens são raras e geralmente causadas por doenças genéticas do coração. Muitas vezes, as vítimas não sabem que têm essas condições. A cardiomiopatia hipertrófica é uma das principais causas de morte súbita entre jovens. Os médicos ressaltam a importância de avaliações médicas antes de iniciar atividades físicas intensas, especialmente para quem tem histórico familiar de problemas cardíacos. Embora as mortes súbitas sejam baixas entre jovens, fatores como uso de anabolizantes e hábitos de vida não saudáveis podem aumentar os riscos. Além disso, é fundamental que academias tenham desfibriladores e pessoal treinado para agir em emergências. Especialistas também afirmam que não há ligação entre mortes súbitas e a vacinação contra a Covid-19.
Uma jovem de 22 anos faleceu durante um treino em uma academia em Copacabana, no Rio de Janeiro, levantando preocupações sobre a segurança em locais de atividade física. Investigações indicam que não havia desfibrilador no local, apesar de uma lei estadual de 2022 exigir a presença desse equipamento.
Até o momento, a causa da morte não foi confirmada. Amigos da vítima relataram que ela tinha um problema cardíaco, mas estava sob acompanhamento médico. Especialistas afirmam que mortes súbitas em jovens são raras e geralmente resultam de doenças genéticas que afetam o coração. Em contrapartida, mortes súbitas em pessoas acima de 30 anos são frequentemente causadas por infartos.
Felipe Albuquerque, professor de Cardiologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), destacou que a cardiomiopatia hipertrófica é a principal causa de morte súbita entre jovens. Essa condição, que provoca o espessamento do músculo cardíaco, pode levar a arritmias fatais. Alexsandro Fagundes, cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), acrescentou que a maioria das mortes súbitas está relacionada a arritmias não tratadas.
A avaliação médica pré-treinamento é fundamental, especialmente para indivíduos com histórico familiar de doenças cardíacas ou sintomas como palpitações e desmaios. Albuquerque recomenda que pessoas acima de 35 anos busquem essa avaliação, enquanto jovens devem fazê-lo se pertencerem a grupos de risco.
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostram que, entre 2014 e 2023, o número de mortes por paradas cardíacas em pessoas com menos de 30 anos variou de 23 a 71 por ano. O aumento do uso de anabolizantes e o crescimento de casos de infarto em pessoas mais jovens também são preocupações levantadas por especialistas.
Fagundes enfatizou a importância de academias terem desfibriladores e pessoal treinado, pois a resposta rápida pode salvar vidas. Ele alertou que, em quatro minutos de parada cardíaca, já pode ocorrer lesão cerebral irreversível. Além disso, especialistas negam qualquer relação entre mortes súbitas e a vacinação contra a Covid-19, afirmando que não há evidências que sustentem essa afirmação.
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