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Mantas em perigo: aumento de varamentos no Mediterrâneo gera preocupação entre especialistas

Mantas em perigo de extinção encalham no Mediterrâneo. Quatro fêmeas morreram, e especialistas buscam entender a causa dos varamentos.

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Neste ano, 20 mantas, uma espécie ameaçada de extinção, encalharam nas costas do Mediterrâneo, um número muito maior do que o normal. Quatro fêmeas não sobreviveram após serem atendidas pelo Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM). Esse comportamento é considerado incomum, já que no ano passado apenas uma manta foi resgatada. Os especialistas estão preocupados e formaram um grupo de trabalho para investigar as causas desses varamentos. Eles acreditam que vários fatores podem estar envolvidos, incluindo a possibilidade de que as fêmeas se aproximem da costa para dar à luz e acabem estressadas. As mantas são animais grandes, pesando entre 260 e 300 quilos, e não são agressivas, mas precisam de água para respirar. O CRAM, que já ajudou muitos outros animais marinhos, recomenda que as pessoas avisem as autoridades ao ver uma manta na praia, para que possam receber ajuda rapidamente.

As mantas (Mobula mobular), uma espécie ameaçada de extinção, estão enfrentando um aumento preocupante de varamentos no Mediterrâneo. Neste ano, foram registrados 20 casos, incluindo a morte de quatro fêmeas atendidas pelo Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM). Esse comportamento é considerado totalmente inusual para a espécie.

Os varamentos ocorreram em diversas regiões, como Catalunha, Comunidade Valenciana, Andaluzia e Ilhas Baleares. Claudio Barría, especialista em tubarões e raias da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), destaca que, no ano passado, apenas uma manta foi encontrada encalhada. A situação atual levanta questões sobre os fatores que estão levando esses animais a se aproximar das costas.

Fatores de Varamento

Os especialistas estão investigando as causas dos varamentos, que podem envolver múltiplos fatores. A responsável pela área clínica do CRAM, Lucía Garrido, ressalta que as mantas não são agressivas e possuem um pequeno aguijão sem veneno. O desafio é manuseá-las devido ao seu tamanho, que varia entre 260 e 300 quilos.

Recentemente, uma cria de 50 quilos foi encontrada em Badalona, mas não sobreviveu. A equipe do CRAM tem trabalhado para entender se as fêmeas estão se aproximando da costa para parir, o que poderia causar estresse e levar ao encalhe. Barría observa que, embora o número de mantas tenha aumentado, isso não justifica os varamentos.

Ações e Recomendações

O CRAM, que atua há 25 anos, já resgatou mais de 800 tartarugas e atendido mais de 350 golfinhos. Este ano, a equipe não conseguiu salvar nenhuma das mantas varadas. Montse Pal, representante do CRAM, enfatiza a importância de coletar dados e realizar necropsias para entender melhor a situação.

Os especialistas recomendam que, ao avistar mantas, as pessoas devem notificar as autoridades imediatamente pelo número 112. É crucial evitar o estresse adicional aos animais, não manipulando ou tentando reintroduzi-los ao mar. Manter uma distância segura é essencial para a preservação dessas criaturas majestosas.

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