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Maternidade transforma a sexualidade e exige novas vivências para as mulheres

Maternidade e sexualidade feminina são temas centrais no novo livro de Sonia Encinas, que desafia tabus e reivindica o prazer das mães.

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Sonia Encinas, uma sexóloga de Madrid, lançou o livro “El sexo de las madres”, onde fala sobre a sexualidade das mulheres após a maternidade. Ela percebeu que esse tema é pouco discutido e que a sexologia geralmente ignora as experiências femininas. No livro, Encinas aborda questões como o desejo no pós-parto, a violência obstétrica e a importância do prazer feminino. Ela critica a ideia de que a sexualidade piora após a maternidade, afirmando que, na verdade, pode melhorar se as mulheres se permitirem viver essa nova fase. Encinas também destaca que a sexualidade inclui a gravidez e a lactância, e que a falta de desejo no pós-parto é comum, pois as mulheres estão focadas nos bebês. Ela defende que a comunicação entre casais é essencial e que é preciso um ambiente mais acolhedor para que a vida sexual possa ser resgatada.

Sonia Encinas, sexóloga de Madrid, lançou seu novo livro, “El sexo de las madres”, que explora a sexualidade feminina durante e após a maternidade. A obra aborda temas como o desejo no pós-parto e o impacto da violência obstétrica na vida sexual das mulheres.

Encinas, que se tornou mãe em 2019, percebeu a falta de discussões sobre a sexualidade nesse período. Em seu livro, ela destaca a necessidade de priorizar o prazer feminino, afirmando que “as mulheres têm direito a uma vivência sexual própria, informada e prazerosa”. A sexóloga critica a narrativa patriarcal que tem invisibilizado as experiências sexuais femininas.

A autora também discute a cultura de sacrifício que permeia a maternidade, onde as mães frequentemente negligenciam suas próprias necessidades. “Nos cuidamos as últimas”, escreve Encinas, enfatizando que a maternidade deve ser uma fase de transformação também na vida sexual.

Mudanças na Sexualidade

Encinas aponta que a sexualidade muda após a maternidade, mas não necessariamente para pior. “A experiência maternal pode nos conectar com o corpo de forma poderosa,” afirma. Ela ressalta que a reprodução humana é parte da sexualidade, englobando a gestação e o pós-parto, que requerem uma resposta sexual ativa.

Expectativas em relação à vida sexual no pós-parto podem gerar frustrações. Muitas mulheres não se sentem prontas para relações sexuais logo após o parto, devido a fatores físicos e emocionais. “A falta de desejo é comum e cumpre uma função importante,” explica Encinas, referindo-se ao vínculo que se forma com o bebê.

Comunicação e Contexto

A sexóloga destaca a importância da comunicação nas relações. Para que funcione, é necessário que cada parceiro identifique suas necessidades e emoções. “Precisamos aprender a nos comunicar com nós mesmas antes de fazê-lo com o outro,” afirma.

Encinas também aborda o contexto em que as relações ocorrem. Para que o sexo seja vivido de forma saudável, é preciso um ambiente que permita descanso e lazer. “Não podemos exigir que o espaço sexual se recupere sem espaço para o descanso,” conclui.

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