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Menopausa: entenda os mitos e realidades sobre os sintomas e tratamentos disponíveis

Menopausa não é sinônimo de doença. Entenda como lidar com os sintomas e a importância da reposição hormonal na saúde feminina.

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Cerca de 30 milhões de brasileiras estão na fase da menopausa, mas muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre essa fase da vida. A neurocientista Cláudia Feitosa-Santana afirma que muitos sintomas, como cansaço, não estão necessariamente ligados à menopausa. Ela explica que o cansaço pode ser causado por outros fatores e que muitas mulheres sofrem sem necessidade, enquanto outras fazem reposição hormonal sem precisar. Cláudia compara a menopausa a uma segunda puberdade, onde as mulheres precisam se adaptar a novas realidades. Ela ressalta a importância da atividade física e de ajustar prioridades durante essa fase. A reposição hormonal pode ajudar com sintomas como calorões, mas não é a solução para todos os problemas. Além disso, ela alerta sobre o uso de hormônios manipulados e recomenda que a reposição seja feita com medicamentos controlados. A menopausa não é uma doença, mas uma parte natural da vida, e é importante que as mulheres se preparem para essa transição.

Cerca de 30 milhões de brasileiras, representando 7,9% da população feminina, estão na fase do climatério e da menopausa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A neurocientista Cláudia Feitosa-Santana alerta que muitos sintomas atribuídos à menopausa, como o cansaço, podem não estar relacionados a essa fase.

Durante uma entrevista, Feitosa-Santana destacou que grande parte do cansaço não é causado pela menopausa, mas por outros fatores. Ela enfatizou que muitas mulheres enfrentam extremos: algumas sofrem com sintomas que poderiam ser tratados com reposição hormonal, enquanto outras fazem uso desnecessário desse tratamento.

A especialista comparou a menopausa ao espectro do autismo, onde cada caso é único e difícil de generalizar. Ela observou que, no passado, as mulheres costumavam passar pela menopausa em grupo, enquanto hoje muitas estão em momentos diferentes de suas vidas, como no auge da carreira ou na maternidade.

Feitosa-Santana também comentou sobre a perda de massa cinzenta durante a menopausa, comparando-a a uma segunda puberdade. Essa fase requer uma reestruturação das prioridades, e a prática de atividade física é fundamental para a saúde. Ela ressaltou que a reposição hormonal deve ser considerada apenas quando há sintomas claros relacionados à menopausa.

A neurocientista criticou a prática de dosagens hormonais desnecessárias antes da menopausa, afirmando que isso encarece os planos de saúde. Ela alertou para o uso de hormônios manipulados em farmácias, recomendando que as mulheres busquem medicamentos controlados.

Por fim, Feitosa-Santana concluiu que a menopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida. A adaptação a essa nova etapa é essencial para o bem-estar físico e mental das mulheres.

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