Um estudo recente mostrou que 4 bilhões de pessoas enfrentaram um mês extra de calor extremo em 2024 devido à mudança climática causada por atividades humanas. Aruba foi a mais afetada, com 187 dias de calor extremo, 142 a mais do que o esperado sem o aquecimento global. A pesquisa, realizada por especialistas de várias organizações, revelou que a queima de combustíveis fósseis está prejudicando a saúde em todo o mundo, especialmente em países em desenvolvimento. Os pesquisadores analisaram dados de temperatura entre 1º de maio de 2024 e 1º de maio de 2025 e definiram dias de calor extremo como aqueles em que as temperaturas superaram 90% das registradas entre 1991 e 2020. Eles identificaram 67 eventos de calor extremo, todos exacerbados pela mudança climática. O relatório também destacou a falta de dados sobre o impacto do calor na saúde em regiões de baixa renda e a necessidade de sistemas de alerta e planos de ação para lidar com o calor extremo. A única forma de reduzir a frequência e a gravidade do calor extremo é eliminar rapidamente o uso de combustíveis fósseis.
Metade da população mundial enfrentou um mês adicional de calor extremo em 2024 devido à mudança climática, segundo um estudo divulgado na sexta-feira, 30 de maio. A pesquisa, realizada pelo grupo World Weather Attribution, Climate Central e o Centro Climático da Cruz Vermelha, destaca os impactos da queima de combustíveis fósseis na saúde global.
Os pesquisadores analisaram dados entre 1º de maio de 2024 e 1º de maio de 2025, definindo “dias de calor extremo” como aqueles em que as temperaturas superaram 90% das registradas entre 1991 e 2020. Cerca de 4 bilhões de pessoas, ou 49% da população mundial, vivenciaram pelo menos 30 dias adicionais de calor extremo. Aruba foi a mais afetada, com 187 dias de calor extremo, 142 a mais do que o esperado em um cenário sem aquecimento global.
O estudo foi publicado antes do Dia Mundial de Ação contra o Calor, que ocorre em 2 de junho. Os autores ressaltam que a onda de calor de 2024 foi a mais intensa já registrada, com temperaturas globais 1,3 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. Além disso, em 2024, as temperaturas superaram o limite simbólico de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris.
A pesquisa também aponta a falta de dados sobre os impactos do calor em regiões de baixa renda. Enquanto a Europa registrou mais de 61 mil mortes relacionadas ao calor em 2022, dados semelhantes são escassos em outras partes do mundo. Os autores enfatizam a necessidade de sistemas de alerta precoce e planos de ação adaptados às cidades.
A adaptação, no entanto, não será suficiente. Os pesquisadores alertam que a única forma de conter a gravidade e a frequência do calor extremo é eliminar rapidamente os combustíveis fósseis.
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