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Obesidade é reconhecida como doença e novas diretrizes propõem tratamento imediato

Nova diretriz reconhece a obesidade como doença crônica, recomendando tratamento farmacológico desde IMC 27 e avaliação cardiovascular.

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Uma nova diretriz sobre obesidade reconhece a condição como uma doença crônica, não apenas um fator de risco para problemas de saúde, como doenças cardiovasculares. Especialistas afirmam que a obesidade pode afetar outros órgãos e não deve ser tratada com inércia. A diretriz recomenda que todos os adultos com sobrepeso ou obesidade façam uma avaliação do risco cardiovascular e sugere o uso de medicamentos como semaglutida e tizerpatida para pacientes com IMC a partir de 27, além de enfatizar a importância da adesão ao tratamento. O documento, que será publicado em breve, é resultado de uma colaboração entre várias sociedades médicas e visa combater a inércia no tratamento da obesidade. A abordagem atual também considera que a obesidade é uma doença do tecido adiposo, que pode causar inflamação e afetar a saúde de forma mais ampla. Além disso, a diretriz destaca a necessidade de um tratamento contínuo e individualizado, que combine medicamentos e mudanças no estilo de vida, visando não apenas a perda de peso, mas também a melhoria da saúde geral e da qualidade de vida dos pacientes.

BELO HORIZONTE – Especialistas afirmam que a obesidade deve ser tratada como uma doença crônica e não apenas como um fator de risco para doenças cardiovasculares. A nova diretriz, apresentada durante o Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, recomenda o uso de medicamentos como semaglutida e tizerpatida para pacientes com índice de massa corporal (IMC) a partir de 27.

A endocrinologista Cynthia Melissa Valério, diretora da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destaca que a obesidade impacta diretamente a saúde cardiovascular e deve ser abordada de forma mais proativa. A diretriz, que reúne 34 recomendações, sugere que todos os adultos com sobrepeso e obesidade realizem uma avaliação do risco cardiovascular.

O novo documento, fruto de uma parceria entre cinco sociedades médicas, propõe o uso da ferramenta PREVENT (Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events) para calcular o risco de doenças cardiovasculares em dez anos. Essa abordagem inclui, pela primeira vez, o IMC e a hemoglobina glicada.

Mudanças no Tratamento

A diretriz também enfatiza a importância da adesão do paciente ao tratamento. O endocrinologista Marcello Bertoluci afirma que a obesidade é uma doença do tecido adiposo, que pode causar inflamações e afetar outros órgãos. A nova abordagem permite o uso de medicamentos desde o início do tratamento, em combinação com mudanças no estilo de vida.

Os especialistas ressaltam que, embora o IMC ainda seja utilizado, ele não é a única métrica para diagnosticar obesidade. A diretriz sugere considerar medidas como circunferência da cintura e relação cintura-altura. Além disso, o tratamento deve ser contínuo, com foco na perda de peso e na melhoria da qualidade de vida.

Acesso e Disponibilidade

Os medicamentos recomendados, como semaglutida e tizerpatida, são considerados de alta potência, mas o acesso no Brasil ainda é limitado. O Mounjaro, por exemplo, aguarda aprovação para uso na obesidade, enquanto o Wegovy já é utilizado para reduzir riscos cardiovasculares. O custo elevado dos tratamentos, que pode ultrapassar R$ 2 mil por mês, é um desafio para muitos pacientes.

A nova diretriz visa combater a inércia no tratamento da obesidade, enfatizando que todos os pacientes devem ser tratados, independentemente do risco cardiovascular. A abordagem holística busca não apenas a perda de peso, mas também a remissão de doenças associadas e a melhoria da funcionalidade do paciente.

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