O TikTok lançou um novo recurso de meditação guiada noturna para usuários menores de 18 anos, que é ativado automaticamente. Às 22h, a tela do aplicativo muda para uma cor azul e toca música relaxante, enquanto os usuários são orientados a respirar. A ideia é que, após a meditação, eles deixem o telefone de lado. Usuários mais velhos também podem ativar a função nas configurações. Essa iniciativa surge em meio a críticas de que o TikTok prejudica a saúde mental dos jovens, mantendo-os acordados até tarde. Especialistas afirmam que a meditação pode ajudar na transição para o sono. No entanto, alguns adolescentes acham o recurso irritante e afirmam que preferem ter controle sobre seu uso do aplicativo. Apesar de algumas tentativas anteriores de limitar o tempo de uso, muitos usuários ainda encontram maneiras de ignorar essas restrições.
O TikTok lançou um novo recurso de meditação guiada noturna para usuários menores de 18 anos, com o objetivo de promover hábitos digitais saudáveis. A funcionalidade foi anunciada na quinta-feira e será ativada automaticamente para esse público. O aplicativo enfrenta críticas por supostamente prejudicar a saúde mental de jovens, mantendo-os acordados até tarde.
A meditação, que ocorre às 22h, apresenta uma tela azul e música relaxante, orientando os usuários a inspirar, segurar e expirar. A psiquiatra infantil Willough Jenkins, que colabora com o TikTok, afirma que a intenção é que os jovens deixem o celular após a meditação. Caso permaneçam no aplicativo por mais de uma hora, recebem um aviso em tela cheia, com opções para continuar por mais 15 minutos, desativar notificações ou ajustar configurações.
Usuários com 18 anos ou mais podem ativar o recurso, chamado “Meditação nas Horas de Sono”, a qualquer momento. Essa iniciativa surge em meio a processos legais movidos por 13 estados e o Distrito de Columbia, que acusam o TikTok de criar um aplicativo viciado que prejudica crianças e adolescentes. As alegações incluem a manipulação de recursos que mantêm os jovens utilizando o aplicativo até altas horas.
Reações dos Usuários
A estudante de 15 anos, do Queens, em Nova York, considera o novo recurso “irritante”, afirmando que não funcionaria com ela, pois “tem livre arbítrio”. O professor de psiquiatria infantil na Escola de Medicina de Yale, Yann Poncin, observa que adolescentes valorizam controle e autonomia, e podem resistir a interrupções em seu uso do TikTok.
Em março, o TikTok testou um recurso semelhante para usuários com menos de 16 anos, que não desativaram manualmente a função em 98% dos casos. Poncin destaca que a eficácia da iniciativa está na “fricção” que cria, ajudando aqueles que reconhecem o problema do uso excessivo. Contudo, ele alerta que os algoritmos do aplicativo são altamente viciantes.
Usuários relatam que limites em aplicativos, como no Instagram e TikTok, são facilmente ignorados. A estudante universitária Chioma Chioma-Ozukwe tentou um recurso que a interrompia após uma hora, mas achou-o irritante. A designer de experiência do usuário, Siriveena Nandam, critica a ironia de aplicativos viciantes que tentam implementar controles de tempo de tela. Ela afirma que a única solução eficaz foi se distanciar fisicamente do celular.
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