O aumento de roubos em farmácias, especialmente na Região Metropolitana de São Paulo, tem levado as redes a investir mais em segurança. Medicamentos como Ozempic e Wegovy, que são caros e muito procurados, estão no alvo dos criminosos. As vendas desses produtos cresceram muito, resultando em prejuízos para as farmácias. Para se proteger, as empresas estão adotando medidas como câmeras de segurança, seguranças armados e reduzindo o estoque desses itens nas lojas. Algumas farmácias estão até colocando tarjas nos produtos para desencorajar os furtos. Os roubos têm causado perdas significativas, e as farmácias estão ajustando suas estratégias para tentar minimizar os danos. Além disso, a segurança na logística de distribuição também está sendo reforçada, com investimentos em veículos blindados e escoltas armadas. A situação é preocupante, pois esses medicamentos são essenciais e, quando roubados, podem acabar no mercado paralelo, colocando a saúde das pessoas em risco.
Uma onda crescente de roubos tem levado grandes redes de farmácias a rever suas estratégias de segurança. As farmácias estão investindo em câmeras de monitoramento e segurança armada para proteger produtos de alto valor, como medicamentos. O aumento das vendas de canetas injetáveis, como Ozempic e Wegovy, tem atraído a atenção de quadrilhas que invadem as lojas, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo.
Os dados são alarmantes. As vendas de semaglutida, presente no Ozempic, saltaram de US$ 27,5 milhões em 2019 para US$ 818,3 milhões em 2024, um crescimento de quase 3.000%. Esses medicamentos, indicados para diabetes tipo 2 e emagrecimento, custam entre R$ 700 e R$ 1,2 mil, tornando-se alvos valiosos para os criminosos. A RD Saúde, que opera as bandeiras Raia e Drogasil, admitiu perdas significativas, embora não tenha revelado os números exatos.
Os roubos têm sido frequentes. Em junho de 2024, uma farmácia no Parque São Lucas foi assaltada três vezes em menos de um mês, resultando em um prejuízo de R$ 45 mil. Em janeiro, cinco homens foram presos com 79 caixas de medicamentos avaliados em R$ 100 mil. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que as polícias Civil e Militar estão atentas ao combate a esses crimes.
As farmácias estão se adaptando. A RD Saúde reduziu os estoques e implementou tarjas de alerta nos produtos. A DPSP, que controla as drogarias Pacheco e São Paulo, fez o maior investimento em segurança de sua história. A Ultrafarma limitou o estoque de canetas a três unidades por tipo e contratou segurança armada. A Pague Menos também revisou seu planejamento, reforçando a segurança em suas lojas.
A logística de distribuição também é afetada. Roubos de cargas de medicamentos causaram um prejuízo de R$ 283 milhões em 2024, com a maioria das ocorrências em São Paulo e Rio de Janeiro. A Prosegur, empresa de segurança, registrou aumento na demanda por serviços de transporte seguro de medicamentos de alto valor. A fabricante Novo Nordisk informou que tem reforçado a segurança na distribuição, mas ressaltou que a responsabilidade pela preservação dos estoques é das farmácias após a entrega.
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