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Troca de plasma sanguíneo pode retardar envelhecimento, aponta estudo inicial

Troca de plasma promete retardar o envelhecimento, mas estudo recente levanta dúvidas sobre eficácia e segurança do procedimento.

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Um novo estudo com 42 pessoas sugere que a troca de plasma pode ajudar a reduzir sinais de envelhecimento. O procedimento, que é oferecido em clínicas de longevidade por altos preços, é comparado à troca de óleo em carros, onde se acredita que o sangue acumula substâncias prejudiciais que podem ser eliminadas. Os participantes que passaram pela troca de plasma mostraram níveis mais baixos de compostos relacionados ao envelhecimento. No entanto, muitos cientistas ainda duvidam da eficácia e segurança desse tratamento, afirmando que não há provas suficientes de seus benefícios em grandes estudos. A troca de plasma é um tratamento já conhecido para algumas doenças, mas não é coberta por planos de saúde para fins de antienvelhecimento. O procedimento envolve a retirada do sangue, separação do plasma e reposição com plasma de doador ou uma solução. Embora alguns estudos em animais tenham mostrado resultados promissores, as evidências em humanos são limitadas e não garantem que a troca de plasma realmente ajude a viver mais ou melhor. Além disso, existem riscos associados ao procedimento, como complicações médicas e a possibilidade de infecções.

Um estudo recente publicado na revista *Aging Cell* sugere que a troca de plasma pode ajudar a reduzir marcadores biológicos do envelhecimento em humanos. A pesquisa envolveu quarenta e dois participantes com idade média de sessenta e cinco anos. Aqueles que passaram pelo procedimento apresentaram concentrações mais baixas de compostos associados ao envelhecimento em comparação com um grupo de controle.

O procedimento, que tem sido promovido por influenciadores e algumas clínicas de longevidade, é comparado à troca de óleo em carros. Eric Verdin, presidente do Buck Institute for Research on Aging, afirma que, assim como os motores, o sangue humano pode acumular partículas prejudiciais que a troca de plasma poderia eliminar. O estudo foi patrocinado pela Circulate Health, uma startup que oferece esse tratamento.

Ceticismo Científico

Apesar dos resultados promissores, muitos cientistas permanecem céticos. Katayoun Fomani, professora associada da Universidade do Alabama em Birmingham, destaca que os benefícios da troca de plasma para pessoas saudáveis “nunca foram comprovados” em ensaios clínicos maiores. Além disso, o procedimento pode acarretar riscos, como complicações médicas desnecessárias.

A troca de plasma é um tratamento estabelecido para certas doenças, mas não é coberta por planos de saúde para fins de antienvelhecimento. O processo envolve a retirada de sangue, separação do plasma e reposição com fluidos substitutos, como solução salina e proteínas.

Resultados e Questões Pendentes

O estudo da Circulate Health indicou que os participantes que receberam infusões de albumina e anticorpos apresentaram uma redução na idade biológica de cerca de 2,6 anos. No entanto, a pesquisa foi limitada em tamanho e duração, levantando questões sobre a eficácia a longo prazo do tratamento.

Os pesquisadores alertam que os efeitos podem se estabilizar com o tempo e que não está claro se as melhorias observadas são diretamente atribuíveis ao tratamento. Jeffrey Winters, presidente de medicina transfusional da Mayo Clinic, ressalta que, apesar de a troca de plasma ser relativamente segura, os benefícios para a longevidade ainda não estão comprovados.

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