Em Porto Rico, o som das rãs coquí, que cantam à noite, é um símbolo cultural importante, mas essas rãs estão ameaçadas. Três das 17 espécies já desapareceram e quatro estão em perigo. O clima e o turismo excessivo são as principais causas dessa ameaça. Recentemente, um turista pediu ajuda nas redes sociais para encontrar um spray que silenciasse os coquíes, o que gerou indignação entre os porto-riquenhos. Para eles, essa rã representa a identidade da ilha e a luta contra a gentrificação que está forçando muitos a deixar suas casas. O pedido do turista foi feito em um fórum de turismo no Reddit e rapidamente recebeu críticas, com muitos comentando que, se ele não gosta do som, deveria sair de Porto Rico. Especialistas alertam que o spray mencionado pode ser um veneno que mataria as rãs, e não apenas as silenciaria. O professor Rafael Joglar, que estuda os coquíes há mais de 50 anos, explicou que o canto é essencial para a reprodução das rãs. Ele também destacou que a violência contra os coquíes reflete a crise de turismo na ilha, que tem levado ao aumento dos preços das casas e ao deslocamento dos moradores. O biólogo Arturo Massol Deyá comentou que o desejo de exterminar os coquíes simboliza a invasão cultural e territorial que os porto-riquenhos enfrentam. Ele e Joglar enfatizam a necessidade de educar os turistas sobre a importância da fauna local e a urgência de lidar com as questões climáticas que ameaçam os coquíes.
Recentemente, um turista em Porto Rico gerou polêmica ao pedir ajuda em redes sociais para silenciar os coquíes, rãs endêmicas da ilha. A postagem, feita em um fórum de turismo no Reddit, provocou indignação entre os porto-riquenhos, que veem a rã como um símbolo cultural e parte de sua identidade.
O usuário relatou ter ouvido um casal em um restaurante sugerindo o uso de um “spray” em seu Airbnb para abafar o canto dos coquíes, que cantam “coquí, coquí” durante a noite. A busca por esse produto gerou uma onda de críticas, com muitos afirmando que a rã é uma espécie ameaçada e que o pedido representa um desrespeito à cultura local. Comentários nas redes sociais expressaram a frustração dos moradores, com frases como “se não gosta do som do coquí, saia de Porto Rico”.
A situação dos coquíes é alarmante. Três das 17 espécies já estão extintas e quatro estão em perigo. O principal fator de ameaça é o mudança climática, mas a pressão do turismo excessivo também contribui para a crise. Rafael Joglar, professor da Universidade de Porto Rico e fundador do Projeto Coquí, destacou que a extinção da rã pode ocorrer se o canto parar, pois isso impede a comunicação e a reprodução.
Arturo Massol Deyá, biólogo da mesma universidade, ressaltou que o desejo de exterminar os coquíes simboliza a invasão cultural e ambiental que Porto Rico enfrenta. Ele argumentou que o problema não são os coquíes, mas sim a atitude de turistas que não respeitam o ecossistema local. A educação dos visitantes sobre a fauna e a cultura da ilha é essencial para promover um turismo sustentável.
Joglar também alertou para a necessidade de abordar a questão do mudança climática, que representa uma ameaça global para os anfíbios. Ele criticou as políticas locais que favorecem o uso de combustíveis fósseis, afirmando que isso agrava a situação dos coquíes.
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