Grandes empresas de bebidas alcoólicas estão mudando suas estratégias em resposta às novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde, que afirmam que não há um nível seguro de consumo de álcool. Executivos do setor estão contestando essas diretrizes e promovendo os benefícios do consumo moderado. A CEO da Diageo, Debra Crew, disse que a empresa está trabalhando com autoridades para corrigir dados imprecisos sobre os efeitos do álcool na saúde. O CEO da Asahi, Atsushi Katsuki, também defendeu que o consumo moderado pode ser benéfico. Enquanto isso, a Heineken lançou uma campanha publicitária que destaca a socialização promovida pelo álcool. A indústria teme que a pressão por regulamentações mais rígidas, como a exigência de alertas sobre riscos de saúde nas embalagens, possa afetar seus negócios, especialmente com a queda no consumo global. Grupos de lobby estão se mobilizando para evitar regras mais severas, mas precisam ter cuidado para não serem comparados ao setor de tabaco, que perdeu credibilidade após minimizar os riscos do cigarro.
Grandes grupos da indústria de bebidas alcoólicas estão se mobilizando para contestar as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que não existe um nível seguro de consumo de álcool. A pressão sobre o setor aumentou devido a alertas sobre os riscos à saúde e à queda no consumo global.
Executivos de empresas como Diageo e Asahi estão promovendo os supostos benefícios do consumo moderado de álcool. A CEO da Diageo, Debra Crew, afirmou que a empresa está dialogando com autoridades para corrigir dados que considera imprecisos sobre os efeitos do álcool. “Estamos tentando combater isso”, disse Crew ao Financial Times.
Por sua vez, o CEO da Asahi, Atsushi Katsuki, defendeu que a mensagem de que “não há nível seguro” é enganosa. Ele acredita que há evidências de que o consumo moderado pode trazer benefícios à saúde e que a indústria deveria divulgar esses aspectos positivos.
Campanhas Publicitárias
A Heineken lançou uma campanha publicitária que posiciona a cerveja como uma solução para a falta de interações sociais, destacando o tempo que os adultos passam em dispositivos móveis. Essa estratégia visa contrabalançar a narrativa negativa sobre o álcool.
Investidores estão preocupados com a possibilidade de o setor enfrentar um “momento tabaco”, em referência ao impacto negativo que a indústria do cigarro sofreu devido a regulamentações e mudanças na percepção pública. A OMS já classificou a indústria de bebidas alcoólicas como uma das mais prejudiciais da Europa.
Desafios Regulatórios
A indústria teme novas regulamentações, como aumento de impostos sobre bebidas alcoólicas e exigências de alertas sobre riscos à saúde nas embalagens. A Irlanda já aprovou regras que obrigam rótulos a informar sobre riscos de câncer e doenças hepáticas.
Executivos do setor discutem como responder ao discurso negativo em eventos organizados por entidades como a International Alliance for Responsible Drinking. A expectativa é que novas diretrizes alimentares nos Estados Unidos recomendem limites para o consumo de álcool, o que pode intensificar a pressão sobre a indústria.
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