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Inovador aparelho brasileiro rastreia câncer de mama sem radiação e com baixo custo

Pesquisadores da USP e IFSP criam aparelho inovador para rastreamento do câncer de mama, mais acessível e sem radiação.

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Pesquisadores da USP e do IFSP criaram um novo aparelho para rastrear o câncer de mama que é menos invasivo, acessível e não usa radiação. O dispositivo funciona com ondas eletromagnéticas, semelhantes às de radares, e pode complementar exames tradicionais como mamografias. Ele emite um pulso que atravessa a pele e identifica diferentes densidades dos tecidos mamários, gerando imagens que ajudam a localizar tumores, especialmente em mulheres com mamas densas. O equipamento é mais confortável, pois não exige compressão dos seios e tem um custo muito menor que os mamógrafos tradicionais, além de ser leve e portátil, facilitando o uso em áreas com pouca infraestrutura de saúde. No futuro, os pesquisadores esperam que o exame possa ser feito em casa, com os dados enviados para análise. Essa inovação surge em um momento em que o Brasil discute mudanças nas diretrizes de rastreamento do câncer de mama, com a ANS propondo que mamografias sejam feitas a cada dois anos a partir dos 50 anos, o que gerou críticas de médicos que temem que isso atrapalhe diagnósticos precoces. Além disso, outro grupo da USP desenvolveu um modelo de inteligência artificial que melhora a precisão dos diagnósticos, reduzindo falsos negativos em até 99,41%. Essas inovações serão discutidas no Fórum Esfera 2025, que acontecerá em junho.

Um novo aparelho para rastreamento do câncer de mama foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). O dispositivo utiliza ondas eletromagnéticas, sendo menos invasivo, acessível e sem radiação. A tecnologia, semelhante à de radares, pode complementar exames tradicionais como mamografia e ultrassom.

O funcionamento do aparelho é inovador: ele emite um pulso eletromagnético que atravessa a pele e identifica diferentes densidades dos tecidos mamários. O sinal refletido é processado por um microchip e transformado em imagens por um algoritmo. Esse método é especialmente útil para localizar tumores em pacientes com mamas densas, onde a mamografia apresenta menor precisão.

Além de não utilizar raios X, o equipamento é mais confortável, pois elimina a compressão dos seios. O professor Bruno Sanches, da Escola Politécnica da USP, destaca que as ondas utilizadas são comuns no cotidiano, permitindo maior frequência de uso. Com custo estimado em US$ 175 (cerca de R$ 900), o aparelho é significativamente mais barato que mamógrafos tradicionais, que variam de US$ 65 mil a US$ 240 mil.

Acesso e Futuro

A portabilidade do dispositivo é um diferencial, permitindo seu transporte para regiões remotas e ampliando o acesso ao rastreamento do câncer de mama. Os pesquisadores vislumbram a possibilidade de que o exame seja realizado em casa, com dados enviados para análise médica ou inteligência artificial, semelhante a oxímetros.

Esse avanço ocorre em um contexto de discussão sobre mudanças nas diretrizes de rastreamento do câncer de mama no Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) propôs alterar a recomendação de mamografias, passando de exames anuais a partir dos 40 anos para bienais a partir dos 50. Essa proposta gerou críticas de entidades médicas, que temem um impacto negativo no diagnóstico precoce.

Avanços em Inteligência Artificial

Paralelamente, um grupo da USP, na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), desenvolveu um modelo matemático que melhora a precisão dos diagnósticos de câncer de mama. A tecnologia reduz em até 99,41% os falsos negativos, utilizando algoritmos de aprendizado de máquina. Esses modelos são alimentados por dados extraídos de exames, permitindo que o sistema reconheça padrões associados à doença.

Essas inovações em saúde serão discutidas no Fórum Esfera 2025, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de junho, com a presença de autoridades públicas e representantes do setor privado.

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