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Mães em tratamento psiquiátrico em Irlanda do Norte são separadas de seus bebês

Mães em Northern Ireland enfrentam internações em psiquiátricos sem seus bebês, evidenciando a urgência por unidades mãe-bebê.

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Mães em Northern Ireland enfrentam sérios problemas ao lidar com a saúde mental após o parto, pois muitas vezes são separadas de seus bebês em hospitais psiquiátricos gerais, enquanto em outras partes do Reino Unido existem unidades específicas para mães e bebês. Shelley Browne, que teve psicose pós-parto, descreveu sua experiência de internação como a de uma prisioneira, sentindo-se solitária e triste ao ser deixada em um hospital sem sua filha. Danielle Sands também recusou tratamento hospitalar para ficar com seu filho, optando por apoio de equipes comunitárias. Especialistas afirmam que a falta de uma unidade mãe-bebê pode levar a um aumento significativo nas internações. A morte de Orlaith Quinn, que ocorreu pouco após o parto, ressaltou a urgência de melhorias nos cuidados perinatais. Um inquérito concluiu que sua morte poderia ter sido evitada e destacou a necessidade de uma unidade dedicada. A situação é preocupante, pois muitos casos de morte materna estão ligados a problemas de saúde mental, e a coleta de dados sobre esses casos é deficiente. O Departamento de Saúde está planejando revisar a coleta de dados, mas ainda não implementou recomendações anteriores.

Mães em Northern Ireland enfrentam sérias dificuldades no tratamento de saúde mental pós-parto, frequentemente separadas de seus bebês em unidades psiquiátricas gerais. Shelley Browne e Danielle Sands compartilharam experiências dolorosas de internação sem seus filhos, destacando a urgência de melhorias nos cuidados perinatais.

Browne, diagnosticada com psicose pós-parto, passou cinco semanas em um hospital psiquiátrico após o nascimento de sua filha. Ela se sentiu como uma prisioneira, isolada e sem apoio. Em contraste, na Grã-Bretanha, mães recebem atendimento em unidades especializadas que permitem a presença dos bebês. A proposta para uma unidade mãe-bebê em Northern Ireland está atrasada, e o Departamento de Saúde (DoH) afirma que a implementação depende de financiamento.

Danielle Sands optou por não se internar para permanecer com seu filho, Joe, em 2022. Ela relatou que as vozes negativas em sua mente a levaram a buscar apoio em equipes comunitárias. Cerca de cem mulheres são internadas anualmente em unidades psiquiátricas em Northern Ireland sem seus filhos. A falta de uma unidade dedicada pode resultar em um aumento significativo nas internações, segundo a presidente do Royal College of Psychiatrists, Julie Anderson.

A morte de Orlaith Quinn em 2018, após dar à luz, ressaltou a necessidade urgente de uma unidade mãe-bebê. Um inquérito concluiu que sua morte era “previsível e evitável”, apontando falhas no atendimento. A Belfast Health Trust pediu desculpas à família de Orlaith e se comprometeu a melhorar o reconhecimento de distúrbios de saúde mental perinatal.

Dr. Jo Black, psiquiatra perinatal, enfatizou a importância de unidades mãe-bebê, afirmando que “essas unidades salvam vidas.” Dados recentes indicam que 34% das mortes maternas tardias estão ligadas à saúde mental. A necessidade de serviços de saúde mental perinatal em Northern Ireland é subestimada, devido à coleta de dados inadequada.

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