O biólogo Pirula, conhecido por sua divulgação científica, sofreu um AVC, e isso gerou especulações infundadas sobre uma possível ligação com vacinas, mas médicos afirmam que não há evidências que sustentem essa ideia. O que muitos não sabem é que os casos de AVC em pessoas com menos de 50 anos estão aumentando. No Brasil, as internações desse grupo cresceram 32% desde 2008, passando de 33,3 mil para 44,1 mil em 2024, segundo o Ministério da Saúde. Fatores como pressão alta, diabetes e sedentarismo são os principais responsáveis por esse aumento. Neurologistas explicam que esses problemas, antes comuns em pessoas mais velhas, estão afetando cada vez mais jovens. Além disso, fatores como poluição, tabagismo e colesterol alto também contribuem para o risco de AVC. Embora alguns jovens possam ter AVC por causas não preveníveis, como problemas congênitos, a maioria dos casos está ligada a fatores de risco conhecidos. Os médicos reforçam que não há relação entre o aumento de AVCs em jovens e vacinas. Os sinais de AVC podem variar e é importante reconhecê-los rapidamente para buscar ajuda médica. Apesar do aumento de casos, as mortes por AVC em pessoas abaixo de 50 anos diminuíram, de 9.000 para 7.500, devido a melhorias no tratamento. O Brasil tem avançado na oferta de cuidados para AVC, com novos tratamentos sendo implementados, como a trombectomia mecânica, que já está disponível em alguns hospitais.
O biólogo e divulgador científico Pirula, de 43 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), gerando especulações infundadas sobre uma possível relação com vacinas. Médicos afirmam que não há evidências que sustentem essa conexão. O aumento de casos de AVC em pessoas abaixo de 50 anos é alarmante, com internações no Brasil crescendo 32% desde 2008.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de internações por AVC em pessoas com menos de 50 anos subiu de 33,3 mil em 2008 para 44,1 mil em 2024. A neurologista Sheila Martins, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destaca que fatores de risco como pressão alta, diabetes e colesterol elevado têm sido cada vez mais comuns entre pessoas nessa faixa etária.
Estudo publicado na revista The Lancet Neurology revela que a pressão alta é responsável por 56,8% dos casos de AVC. Outros fatores incluem poluição ambiental, tabagismo e colesterol alto. A neurologista Gisele Sampaio, do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que a combinação de fatores de risco não tratados tem contribuído para o aumento de doenças crônicas e AVC em jovens.
Fatores de Risco
Os médicos alertam que os sinais de AVC podem variar. Sintomas incluem fraqueza facial, dificuldade para levantar os braços e fala arrastada. O uso do acrônimo Samu (sorriso, abraço, música, urgente) pode ajudar a reconhecer os sinais. Apesar do aumento de casos, as mortes por AVC em pessoas abaixo de 50 anos diminuíram de 9 mil para 7,5 mil desde 2012, devido a melhorias no tratamento.
Em 2023, o Ministério da Saúde aprovou um novo tratamento, a trombectomia mecânica, disponível em 15 hospitais. Essa técnica, que funciona como um cateterismo cerebral, visa tratar casos mais graves de AVC. O Brasil se destaca por oferecer tratamentos adequados no sistema público, mas a ampliação do acesso ainda é necessária.
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