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Indígenas gunas enfrentam a desolação em Gardí Sugdub após migração forçada

Êxodo em Gardí Sugdub: apenas 100 gunas permanecem na ilha ameaçada pelo mar, enquanto novos desafios surgem na comunidade de Isber Yala.

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Gardí Sugdub, uma pequena ilha no Caribe panamenho, perdeu quase todos os seus habitantes devido à mudança climática. Apenas cerca de 100 pessoas permanecem na ilha, enquanto cerca de 1.200 indígenas gunas se mudaram para uma nova comunidade chamada Isber Yala. A vida na nova área trouxe melhorias, como casas com água encanada e eletricidade, mas ainda há desafios, como a falta de serviços de saúde, já que o posto de saúde ficou na ilha antiga. Muitos que se mudaram estão felizes, mas alguns, como Luciana Pérez, preferem ficar na ilha, acreditando que ela não vai afundar. A situação é preocupante, pois estudos indicam que a maioria das ilhas de Guna Yala pode desaparecer até o final do século. A comunidade está se adaptando, mas a saudade da antiga vida e do mar que os cerca ainda é forte.

Gardí Sugdub, uma pequena ilha no Caribe panamenho, enfrenta a submersão devido à mudança climática. Desde junho de 2024, cerca de 1.200 indígenas gunas deixaram a ilha em um êxodo planejado, restando apenas 100 habitantes. A migração é uma das primeiras do tipo na América Latina.

A nova comunidade em Isber Yala, a 15 minutos de barco, apresenta melhorias em infraestrutura, mas ainda enfrenta desafios. A falta de serviços de saúde é um dos principais problemas, com o posto de saúde em ruínas em Gardí Sugdub. O médico John Smith, de 46 anos, observa que o número de consultas diminuiu, pois os moradores precisam viajar mais para receber atendimento.

Delfino Davies, morador da ilha, descreve a tristeza após o êxodo: “Tudo ficou tão silencioso quanto uma ilha morta”. A escola local agora está vazia, e muitas casas estão trancadas. Mayka Tejada, que decidiu ficar, lamenta a ausência de sua família, que se mudou para Isber Yala em busca de melhores condições de vida.

Mudanças em Isber Yala incluem casas de concreto com água encanada e eletricidade 24 horas. Magdalena Martínez, professora aposentada, destaca a diferença: “Lá, nós morávamos amontoados. Aqui, a água chega de manhã”. Apesar das melhorias, a nostalgia pela antiga vida persiste.

Luciana Pérez, de 62 anos, permanece em Gardí Sugdub, afirmando: “Nasci em Gardí e vou morrer aqui”. Ela acredita que a ilha não está afundando, desafiando as previsões científicas que indicam que a maioria das ilhas de Guna Yala ficará submersa até o final do século.

A situação em Gardí Sugdub reflete a realidade da mudança climática, com a diretora-geral da COP30, Ana Toni, afirmando que a migração é um sinal do que o planeta já enfrenta. A comunidade se prepara para comemorar o primeiro aniversário de Isber Yala, mas a incerteza sobre o futuro das ilhas permanece.

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