Kiran Gandhi, uma artista e ativista, correu a maratona de Londres em 2015 sem usar produtos menstruais, o que gerou discussões sobre a naturalização da menstruação e a quebra de tabus. Ela decidiu não esconder seu fluxo menstrual para priorizar seu conforto durante a corrida. Apesar de ter recebido apoio, sua ação também foi criticada por ser considerada antihigiênica. A menstruação, um processo biológico natural, ainda é cercada de estigmas e tabus em muitas culturas. Historicamente, as mulheres usaram diversos métodos para lidar com a menstruação, desde papiro no Egito antigo até compresas de celulose no século XX. A indústria de produtos menstruais evoluiu, mas ainda enfrenta desafios, como o acesso limitado a produtos de higiene para muitas mulheres. Atualmente, há um aumento na demanda por produtos sustentáveis e a conscientização sobre a saúde menstrual está crescendo, mas ainda há muito a ser feito para eliminar os tabus e a pobreza menstrual.
Kiran Gandhi, música e ativista, fez história ao correr a maratona de Londres em 2015 sem usar produtos menstruais. A decisão de não ocultar a menstruação visava seu conforto e desafiava tabus sociais. Gandhi completou a prova em quatro horas, 49 minutos e 11 segundos, com a entreperna manchada de sangue, gerando reações mistas.
A menstruação, um fenômeno biológico natural, continua cercada de estigmas. Historicamente, a menstruação foi tratada como um assunto vergonhoso, levando mulheres a utilizarem métodos improvisados para gerenciar o fluxo menstrual. A antropóloga social Alicia Botello Hermosa explica que a menstruação é associada a crenças de impureza e sujeira em diversas culturas.
A evolução dos produtos menstruais reflete a cultura e os recursos disponíveis ao longo da história. Desde o uso de papiro no Antigo Egito até as compresas descartáveis do século XX, as mulheres sempre buscaram soluções para lidar com a menstruação. Atualmente, a indústria menstrual está se transformando, com um aumento na demanda por produtos sustentáveis e inovadores.
A crescente conscientização sobre a higiene menstrual e a pobreza menstrual, que afeta milhões de mulheres, impulsionam a busca por alternativas. Estima-se que o mercado global de produtos menstruais alcance R$ 69,1 bilhões até 2035, com um crescimento anual de 6,1%. A introdução de copas menstruais e roupas íntimas menstruais reflete essa mudança, promovendo um cuidado mais sustentável e confortável.
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