O consumo excessivo de conteúdos digitais, especialmente nas redes sociais, pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes. O termo “brain rot” se popularizou e foi eleito a palavra do ano pela Universidade de Oxford em 2024. Esse termo descreve a dificuldade de concentração causada pelo consumo de conteúdos rápidos e superficiais. Um exemplo recente é o tubarão de três pernas, criado por inteligência artificial e narrado pelo ator Dwayne Johnson, que se tornou viral. Especialistas afirmam que esse tipo de conteúdo ativa o sistema de recompensa do cérebro, levando a uma busca constante por estímulos imediatos e diminuindo o interesse por atividades que exigem mais esforço, como leitura e resolução de problemas. Isso pode resultar em dificuldades de foco, apatia e isolamento social. Para combater esses efeitos, é importante que pais e educadores estabeleçam limites para o uso de dispositivos e incentivem atividades que promovam o raciocínio e a interação social.
O consumo excessivo de conteúdos digitais, especialmente nas redes sociais, tem gerado preocupações sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes. O termo “brain rot”, que descreve a perda de foco e a dificuldade de concentração, foi eleito a palavra do ano pela Universidade de Oxford em 2024. Essa expressão se popularizou com o aumento do interesse por conteúdos gerados por inteligência artificial, como o viral tubarão de três pernas, que se tornou um fenômeno nas redes sociais.
O neuropsicólogo Aslan Alves alerta que o consumo exagerado de conteúdos curtos e fragmentados pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo. Durante a infância e adolescência, o cérebro ainda está em formação, especialmente em áreas relacionadas à autorregulação e atenção sustentada. “Esse tipo de conteúdo ativa mecanismos de recompensa instantânea, liberando dopamina rapidamente, o que pode levar a uma busca constante por estímulos intensos”, explica Alves.
A tendência do brain rot pode resultar em um estilo cognitivo disperso, dificultando a concentração em tarefas mais longas e complexas. O neuropsicólogo destaca que essa busca por gratificação instantânea pode reconfigurar circuitos neurais, levando ao isolamento social e à apatia. Sinais de alerta incluem a dificuldade em manter o foco e a perda de interesse por atividades que exigem esforço mental.
Para mitigar esses efeitos, Alves recomenda que pais e educadores estabeleçam limites claros para o uso de dispositivos digitais. Incentivar atividades que promovam o foco e o raciocínio crítico é essencial. Conversas abertas sobre o impacto das mídias digitais na vida cotidiana também são fundamentais para o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes.
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