Um estudo recente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 33,7% dos municípios brasileiros ainda enfrentam falta de vacinas, especialmente a tríplice viral e a vacina contra a covid-19. Embora a situação tenha melhorado em relação a setembro de 2024, quando 70,3% das cidades estavam com desabastecimento, 33% dos municípios relataram piora na distribuição. Minas Gerais e Pernambuco são os estados mais afetados, com 51% e 53% dos municípios, respectivamente, enfrentando escassez. A infectologista Luana Araújo explica que a falta da vacina da tríplice viral é devido a problemas de produção global, enquanto a escassez da vacina da covid-19 é resultado de falhas na gestão e na negociação de contratos. Além disso, a pesquisa aponta que 17% dos municípios gastam mais de R$ 240 mil por ano para manter as salas de vacinas, muitas vezes sem apoio financeiro adequado. A CNM alerta que a falta de vacinas é um problema sério e pede que o Ministério da Saúde tome medidas urgentes para garantir a imunização da população, especialmente das crianças.
Um estudo recente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 33,7% dos municípios brasileiros ainda enfrentam problemas de desabastecimento de vacinas. A pesquisa, realizada em maio de 2025, abrangeu 1.490 cidades e mostra uma leve melhora em relação a setembro de 2024, quando 70,3% das cidades estavam em escassez. No entanto, 33% dos municípios relataram piora na distribuição em comparação ao ano anterior.
A pesquisa destaca a falta de vacinas essenciais, como a tríplice viral e a da covid-19. A infectologista Luana Araújo explica que a escassez da tríplice viral se deve a problemas de produção global, enquanto a falta da vacina contra a covid-19 é atribuída a um “erro gerencial” nas negociações e aquisições. “O Brasil teve, por um período, apenas vacinas desatualizadas”, afirma Luana.
Situação em Minas Gerais e Pernambuco
Minas Gerais e Pernambuco são os estados mais afetados. Em Minas, 51% dos municípios relataram falta de vacinas, e o estado enfrenta uma emergência em saúde pública devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Pernambuco também apresenta 53% de escassez em seus municípios.
O Ministério da Saúde é responsável pela aquisição e distribuição das vacinas, mas não se manifestou sobre a situação até o momento. A pesquisa revela que 17% dos municípios investem mais de R$ 240 mil por ano para manter as salas de vacinas, muitas vezes sem apoio financeiro adequado.
A CNM alerta que a falta de vacinas é um problema grave e pede urgência na disponibilização dos imunizantes, especialmente para proteger a população infantil. Apesar da melhora geral, a persistência da escassez em um terço dos municípios levanta preocupações sobre o retorno de doenças já eliminadas. Apenas seis dos dezenove tipos de vacinas monitoradas atingiram as metas de cobertura vacinal entre janeiro e abril de 2025.
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