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Oceano enfrenta ameaças crescentes e proteção de áreas marinhas é insuficiente

O futuro dos oceanos está em risco com a exploração excessiva e a mudança climática. O Tratado das Altas Marés busca proteger 30% até 2030, mas enfrenta desafios.

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Os oceanos são essenciais para o planeta, absorvendo calor e dióxido de carbono, mas enfrentam sérios problemas como aquecimento, acidificação e sobrepesca, que afetam a vida marinha. Em 2023, foi assinado o Tratado das Altas Marés, que busca proteger 30% dos oceanos até 2030, mas apenas 28 dos 60 países necessários ratificaram até agora. Menos de 1% das águas internacionais está protegido, e a exploração excessiva tem reduzido a biodiversidade. A pesca em alto-mar, que começou no século XX, tem causado danos significativos, e a falta de regulamentação adequada agrava a situação. Especialistas alertam que a proteção efetiva dos oceanos é urgente, pois as mudanças climáticas e a degradação ambiental podem ter consequências irreversíveis. A saúde dos oceanos é vital para o equilíbrio do clima e a sobrevivência de muitas espécies, além de impactar diretamente a vida de bilhões de pessoas que dependem deles para alimentação e sustento.

Os oceanos, que cobrem 61% da superfície terrestre, enfrentam sérios problemas, como aquecimento e sobrepesca, que ameaçam a biodiversidade. O Tratado das Altas Marés, acordado em 2023, busca proteger 30% dos oceanos até 2030, mas apenas 28 dos 60 países necessários ratificaram até agora.

A exploração das águas internacionais começou no século XVII e se intensificou com a pesca de espécies como atuns e tubarões. A mudança climática está reduzindo a produtividade dos oceanos, enquanto propostas para a pesca em profundidades maiores e a mineração do fundo do mar podem causar danos irreversíveis. Atualmente, menos de 1% das águas internacionais é protegido.

O Tratado das Altas Marés visa preencher a lacuna de governança e aumentar as áreas marinhas protegidas. Contudo, sua implementação pode levar anos devido à falta de dados e a desentendimentos entre os países. Especialistas alertam que o mundo não pode esperar mais uma década para agir, dado o impacto das crises climáticas e de biodiversidade.

Desafios e Oportunidades

A meta de proteger 30% dos oceanos, estabelecida em 2022, enfrenta dificuldades. Apenas 8,36% das áreas marinhas estão realmente protegidas. O biólogo marinho Lance Morgan destaca que a proteção efetiva é crucial para a recuperação das populações de peixes e a saúde dos ecossistemas marinhos.

Pesquisadores defendem a proibição da pesca em zonas mesopelágicas, onde a maioria do carbono é sequestrada. A pesca em alto-mar, que representa menos de 6% da captura global, é sustentada por subsídios governamentais. A falta de regulamentação e a pesca predatória têm levado à extinção de várias espécies.

A acidificação e o aquecimento dos oceanos também são preocupações crescentes. Com o aumento das temperaturas, os recifes de corais enfrentam um colapso iminente, afetando a biodiversidade marinha e a segurança alimentar de milhões de pessoas. A proteção e a gestão adequadas dos recifes são essenciais para garantir a saúde dos oceanos e dos ecossistemas que deles dependem.

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