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Cresce o uso de medicamentos e cirurgias para emagrecimento no Brasil

Medicamentos para emagrecimento, como tirzepatida, são usados inadequadamente, enquanto cirurgias bariátricas aumentam 41% no SUS em 2024.

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O uso de medicamentos para emagrecimento, como semaglutida e tirzepatida, aumentou no Brasil, especialmente para tratar diabetes e obesidade. O programa Profissão Repórter mostrou que a tirzepatida está sendo usada de forma inadequada para tratar ansiedade, o que não é recomendado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Além disso, as cirurgias bariátricas pelo SUS cresceram 41% em 2024, totalizando 2.033 procedimentos em São Paulo. Essas cirurgias são indicadas para pessoas com IMC acima de 30 e que já tentaram outros métodos de emagrecimento. Uma enfermeira que passou por essa cirurgia após anos de luta contra a obesidade destacou as mudanças drásticas na dieta e os riscos associados, como a alteração na metabolização do álcool. Tanto o uso de medicamentos quanto as cirurgias exigem acompanhamento médico, psicológico e nutricional para evitar riscos desnecessários.

O Brasil tem registrado um aumento significativo no uso de medicamentos para emagrecimento, como semaglutida e tirzepatida, que são indicados para diabetes e obesidade clínica. O programa Profissão Repórter, exibido na terça-feira (3), destacou o uso inadequado da tirzepatida para tratar ansiedade e o crescimento de 41% nas cirurgias bariátricas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024.

Desde 2023, o uso de medicamentos injetáveis como a semaglutida cresceu, movimentando quase R$ 3,5 bilhões no Brasil. Embora esses medicamentos sejam prescritos para obesidade clínica, a consultora estética Anna Farfalla, que perdeu 10 quilos em seis semanas com a tirzepatida, recebeu a medicação para tratar ansiedade. O médico nutrólogo Danilo Matsugana afirmou que a prescrição para esse fim não é recomendada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que orienta o encaminhamento a psiquiatras.

Cirurgias Bariátricas em Alta

Com o aumento do uso de medicamentos, a cirurgia bariátrica tem se tornado uma alternativa quando outros métodos falham. Em 2024, o SUS realizou 2.033 procedimentos no estado de São Paulo, um aumento significativo em relação ao ano anterior. A cirurgia é indicada para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 e comorbidades, após tentativas de emagrecimento por pelo menos dois anos.

A enfermeira Juliana Campos, de 40 anos, optou pela cirurgia após enfrentar o “efeito sanfona” por mais de 20 anos e sofrer três internações por pressão alta. O pós-operatório exige mudanças drásticas, como uma dieta líquida restrita a quatro copinhos de 50 ml por refeição. Além disso, a cirurgia pode alterar a metabolização do álcool, aumentando os riscos de dependência.

Importância do Acompanhamento Médico

Tanto o uso de medicamentos quanto a cirurgia bariátrica requerem acompanhamento médico multidisciplinar, incluindo nutricionistas e psicólogos. O Cremesp alerta que o uso inadequado de medicamentos pode expor os pacientes a riscos desnecessários e comprometer o tratamento. A orientação é que qualquer uso de medicação para emagrecimento seja feito sob supervisão médica rigorosa.

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