A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo estão dispersando grupos de usuários de drogas no centro da cidade para evitar a formação de novas cracolândias. Quando os agentes veem aglomerações, acionam as sirenes das viaturas, o que faz com que os dependentes se afastem, muitas vezes sem um destino certo. Essa tática gerou reclamações de moradores, que se queixam do barulho das sirenes, especialmente à noite, e afirmam que a dispersão não resolve o problema, já que os usuários apenas se deslocam para outros locais. A gestão municipal nega ter ordenado essas ações e afirma que a polícia atua para apoiar serviços de saúde e assistência social. No entanto, especialistas criticam a abordagem, considerando-a cruel e ineficaz, já que não impede o tráfico de drogas e atrapalha o trabalho de ajuda aos dependentes. Por outro lado, alguns moradores acreditam que a presença da polícia é necessária devido ao barulho e ao tráfico na região.
A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana intensificaram a dispersão de usuários de drogas no centro de São Paulo, utilizando sirenes para afastá-los. A ação visa evitar a formação de novas cracolândias. Moradores da região reclamam do barulho, especialmente durante a madrugada, e questionam a eficácia da abordagem.
Desde o dia 23 de maio, a polícia tem atuado em pontos como as avenidas São João e Duque de Caxias. Imagens mostram a dispersão frequente, com usuários sendo tratados como gado, segundo relatos de moradores. Eles afirmam que a tática não resolve o problema, já que os dependentes químicos se deslocam para outras áreas, sem um local fixo.
A gestão municipal, sob Ricardo Nunes (MDB), nega ter ordenado as ações. Em nota, a prefeitura afirma que a Guarda Civil atua em patrulhamento preventivo e apoia equipes de saúde e assistência social. De janeiro a abril, foram registrados 9.947 encaminhamentos de dependentes químicos para atendimento, um aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2024.
Críticas e Defensores
Especialistas criticam a abordagem policial. Arthur Pinto Filho, da Promotoria da Saúde Pública, considera a ação ilegal e cruel, afirmando que os usuários estão nas ruas por falta de moradia e emprego. O psiquiatra Flavio Falcone também vê a tática como ineficaz, ressaltando que a abordagem não leva os dependentes a buscar ajuda.
Por outro lado, Charles Resolve, presidente da Associação Geral do Centro de São Paulo, defende a ação da polícia, afirmando que ela ocorre em resposta a solicitações de moradores devido ao barulho e ao tráfico na região. A Secretaria da Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) considera o centro uma prioridade e afirma que as ações visam monitorar aglomerações e informar os usuários sobre serviços de saúde disponíveis.
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