O Índice de Progresso Social (IPS) de 2025 mostrou que as cidades mais arborizadas de São Paulo são Valinhos e Franco da Rocha, enquanto a capital está em 141º lugar, com apenas 6,3% de arborização. O levantamento, feito por várias organizações, revelou que as áreas verdes nas cidades médias e grandes variam de 27% a 16%. Valinhos, por exemplo, tem 92,7% de seus lares próximos a árvores e um programa de plantio de espécies nativas. Franco da Rocha e Itaquaquecetuba também têm iniciativas para aumentar a vegetação urbana. Apesar de serem arborizadas, algumas dessas cidades enfrentam problemas como vulnerabilidade a deslizamentos. O IPS, que avalia a qualidade de vida em 5.570 municípios, caiu de 62,51 para 61,96 em relação ao ano anterior. O índice considera 57 indicadores sociais e ambientais, mostrando desigualdades que não são visíveis apenas por dados econômicos.
O Índice de Progresso Social (IPS) de 2025 revelou que as cidades médias e grandes de São Paulo, como Valinhos e Franco da Rocha, são as mais arborizadas do estado. A capital paulista, por outro lado, ocupa a 141ª posição com apenas 6,3% de arborização.
O levantamento, realizado por uma parceria entre diversas organizações, destacou que o top 10 de cidades mais arborizadas inclui também Itaquaquecetuba, Hortolândia, Casa Branca, Presidente Epitácio, Arujá, Jundiaí, São José dos Campos e Vinhedo, com porcentagens de áreas verdes variando de 27% a 16%. O botânico Ricardo Cardim enfatizou a importância da vegetação, que ajuda a reduzir a temperatura, aumentar a umidade do ar e prevenir eventos climáticos extremos.
Em Valinhos, 92,7% dos domicílios têm árvores ao redor. A Secretaria do Verde e da Agricultura do município realiza análises técnicas antes de permitir a remoção de árvores e promove o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. O secretário André Reis afirmou que a cidade prioriza a conservação ambiental e a qualidade de vida.
Desafios e Vulnerabilidades
Embora algumas cidades apresentem alta arborização, como Franco da Rocha e Jundiaí, elas também enfrentam vulnerabilidades às mudanças climáticas e riscos de deslizamentos. O IPS utiliza dados do Imazon e do MapBiomas, garantindo precisão nas informações sobre áreas verdes urbanas.
O IPS de 2025, divulgado recentemente, registrou um índice de 61,96 em uma escala de 0 a 100, ligeiramente abaixo do 62,51 do ano anterior. O índice avalia a qualidade de vida em 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais.
A coordenadora do IPS Brasil, Melissa Wilm, destacou que o índice permite visualizar desigualdades que não são explicadas apenas por dados econômicos, ajudando a identificar onde as políticas públicas são eficazes e onde são necessárias intervenções.
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