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Exames de sangue avançam e podem revelar a idade biológica dos órgãos humanos

Testes proteômicos prometem revolucionar diagnósticos de saúde e longevidade, com opções mais acessíveis em breve.

Os exames de sangue estão se tornando ferramentas essenciais para o diagnóstico e monitoramento da saúde, com a proteômica emergindo como uma nova abordagem para avaliar a longevidade e a saúde dos órgãos. Testes como Olink e SOMAscan estão em desenvolvimento, e a startup Vero planeja lançar uma versão acessível. Atualmente, os exames proteômicos são […]

Os exames de sangue estão se tornando ferramentas essenciais para o diagnóstico e monitoramento da saúde, com a proteômica emergindo como uma nova abordagem para avaliar a longevidade e a saúde dos órgãos. Testes como Olink e SOMAscan estão em desenvolvimento, e a startup Vero planeja lançar uma versão acessível.

Atualmente, os exames proteômicos são utilizados em universidades e clínicas de longevidade, mas ainda não estão disponíveis para o público em geral. Os custos dos testes variam entre US$ 400 e US$ 800 (aproximadamente R$ 2,2 mil a R$ 4,4 mil). A Vero, originada de uma pesquisa na Universidade de Stanford, pretende oferecer uma versão por cerca de US$ 200 (R$ 1,1 mil) ainda este ano.

Avanços na Proteômica

Os testes de proteômica medem as proteínas no sangue, oferecendo uma avaliação em tempo real do funcionamento do corpo e rastreando mudanças sutis que ocorrem com o envelhecimento. Especialistas, como a médica Evelyne Bischof, utilizam essas informações para orientar intervenções personalizadas, como ajustes na dieta e treinamento cognitivo.

A professora Andrea Maier, da Universidade Nacional de Singapura, destaca a importância de entender o “etótipo” de envelhecimento de cada pessoa. Ela acredita que, com a validação dos testes, será possível integrar essa análise aos exames de rotina, permitindo identificar problemas cardíacos, cerebrais ou musculares.

Pesquisas e Descobertas

Na Universidade de Harvard, o pesquisador Vadim Gladyshev analisou dados de mais de 50 mil pessoas e descobriu que o envelhecimento varia entre os órgãos. Por exemplo, o consumo de iogurte está associado a um melhor envelhecimento intestinal, enquanto o vinho branco pode beneficiar as artérias, mas prejudicar o intestino.

Pal Pacher, do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo, alerta que a proteômica ainda não está pronta para uso clínico devido à complexidade dos dados. No entanto, ele imagina um futuro em que um “relógio proteico” possa identificar vulnerabilidades a doenças.

Recentemente, a empresa Seer anunciou um estudo em parceria com a Universidade da Coreia do Sul para identificar biomarcadores sanguíneos que possam ajudar no diagnóstico precoce de câncer em jovens adultos. A pesquisa visa desenvolver diagnósticos mais sensíveis e personalizados, melhorando os resultados para pacientes.

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