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Empresas congelam ações de saúde mental enquanto aguardam nova NR-1 em 2026

A prorrogação da NR-1 até 2026 congela ações de saúde mental no trabalho, mesmo com aumento de afastamentos por transtornos.

A prorrogação da nova Norma Regulamentadora 1 (NR-1) para 2026 resultou em um congelamento de ações de saúde mental nas empresas. Essa situação ocorre em um cenário onde o Brasil registrou, no último ano, 472 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da última década. O adiamento da norma gerou incertezas sobre as sanções, […]

A prorrogação da nova Norma Regulamentadora 1 (NR-1) para 2026 resultou em um congelamento de ações de saúde mental nas empresas. Essa situação ocorre em um cenário onde o Brasil registrou, no último ano, 472 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da última década.

O adiamento da norma gerou incertezas sobre as sanções, levando muitas organizações a suspender iniciativas de bem-estar. O médico-psicanalista André Fusco destaca que a urgência em implementar mudanças não deve depender apenas do risco de multas, mas sim da realidade do sofrimento humano.

A abordagem do bem-estar corporativo precisa ser repensada. Embora programas como meditação e terapia sejam importantes, eles não devem ser a única resposta. Fusco alerta que, ao oferecer apenas soluções individuais, as empresas transferem a responsabilidade do adoecimento para os trabalhadores.

Necessidade de Mudanças Estruturais

A saúde mental no trabalho deve ser tratada com a mesma seriedade que lesões por esforços repetitivos (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). O reconhecimento da Síndrome de Burnout como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde foi um marco nesse sentido.

Fusco propõe a Ergonomia Mental, que analisa o que no ambiente de trabalho gera saúde ou sofrimento. Essa abordagem visa promover intervenções estruturais em processos e práticas de gestão, criando ambientes mais saudáveis e produtivos.

Investir em saúde mental não é um gasto, mas sim uma oportunidade de redesenhar o trabalho de forma mais empática e colaborativa. Se as empresas não enfrentarem as causas estruturais do sofrimento, os custos humanos e financeiros continuarão a aumentar.

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