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Campanha “Cura para Dudu” arrecada R$ 18 milhões para tratamento de doença rara

Campanha "Cura para Dudu" arrecada R$ 18 milhões para tratamento de criança com Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 e viagem aos EUA em breve.

Eduardo Silva Amaral, diagnosticado com Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 (SPG50), é o primeiro caso registrado no Brasil. Desde que recebeu o diagnóstico aos um ano e meio, sua família busca tratamento. A campanha “Cura para Dudu” arrecadou R$ 18 milhões, superando a meta antes do previsto. A campanha, iniciada em setembro de 2024, ganhou […]

Eduardo Silva Amaral, diagnosticado com Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 (SPG50), é o primeiro caso registrado no Brasil. Desde que recebeu o diagnóstico aos um ano e meio, sua família busca tratamento. A campanha “Cura para Dudu” arrecadou R$ 18 milhões, superando a meta antes do previsto.

A campanha, iniciada em setembro de 2024, ganhou força nas redes sociais, mobilizando influenciadores e artistas, como Gustavo Tubarão, Ana Castela e Paula Fernandes. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também apoiou a causa. A arrecadação incluiu doações de carros e terrenos para rifas, além de eventos beneficentes.

Na última semana, um sorteio de um carro de R$ 100 mil resultou em uma doação integral do prêmio por parte da ganhadora. Um doador anônimo encerrou a campanha, permitindo que a família planeje viajar para os Estados Unidos em até três meses para iniciar o tratamento.

Tratamento e Pesquisa

Eduardo, natural de Patos de Minas, participa de uma pesquisa da Elpida Therapeutics, uma associação sem fins lucrativos dos Estados Unidos. A pesquisa busca a cura para a SPG50, utilizando uma droga chamada Melpida. Os R$ 18 milhões arrecadados serão usados para despesas operacionais, como seguros de saúde e deslocamento das crianças.

A SPG50 é uma doença rara, causada por mutações no gene AP4M1, que se manifesta quando ambos os pais são portadores da mutação. Segundo a neuropediatra Ana Paula Resende, a condição leva à morte progressiva dos neurônios motores, resultando em espasticidade e dificuldades motoras.

A família de Eduardo enfrenta desafios burocráticos antes da viagem, mas permanece otimista. A mãe, Débora Amaral, afirmou: “Agora começa mais uma nova jornada, temos muitos desafios pela frente.”

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