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Plásticos invadem organismos humanos e levantam preocupações sobre a saúde

Microplásticos invadem o cérebro humano, com riscos associados a demência e doenças cardiovasculares. A ciência busca entender os danos.

Pesquisas recentes revelam que microplásticos estão presentes em concentrações alarmantes no cérebro humano, associando-se a doenças como demência e problemas cardiovasculares. Embora a presença desses materiais tenha sido confirmada em diversos órgãos, os efeitos a longo prazo na saúde ainda não são claros. Estudos indicam que os microplásticos, partículas menores que cinco milímetros, estão em […]

Pesquisas recentes revelam que microplásticos estão presentes em concentrações alarmantes no cérebro humano, associando-se a doenças como demência e problemas cardiovasculares. Embora a presença desses materiais tenha sido confirmada em diversos órgãos, os efeitos a longo prazo na saúde ainda não são claros.

Estudos indicam que os microplásticos, partículas menores que cinco milímetros, estão em todos os lugares, incluindo o ar, água e alimentos. Cerca de seis mil milhões de toneladas de plástico estão espalhadas pelo planeta, e a produção de resíduos plásticos deve triplicar até 2060. A contaminação por microplásticos é uma preocupação crescente, especialmente após a descoberta de que as concentrações no cérebro humano são de sete a trinta vezes mais altas do que em outros órgãos, como fígado e rins.

A cientista Ma-Li Wong, em artigo na revista *Brain Medicine*, destaca que a barrera hematoencefálica, que protege o cérebro, foi ultrapassada por esses polímeros. A presença de microplásticos em cérebros de pacientes com demência foi notada, mas ainda não se sabe se isso é resultado de uma barreira mais permeável.

Efeitos na Saúde

Pesquisadores alertam que a toxicidade dos microplásticos depende do tipo de polímero e dos aditivos químicos presentes. Evidências iniciais sugerem que esses materiais podem danificar o DNA celular e afetar o sistema imunológico. Um estudo de 2022 revelou que a ingestão de microplásticos altera o microbioma intestinal, reduzindo a diversidade bacteriana e aumentando patógenos.

Além disso, uma pesquisa publicada no *New England Journal of Medicine* encontrou microplásticos em placas de aterosclerose, associando sua presença a um maior risco de infarto e acidente vascular cerebral. A cientista Ethel Eljarrat ressalta que não é normal ter microplásticos no corpo humano e que medidas devem ser tomadas para reduzir essa contaminação.

Prevenção e Conscientização

A prevenção é considerada a melhor estratégia para lidar com a contaminação por microplásticos. Especialistas recomendam evitar alimentos ultraprocessados, não aquecer plásticos no micro-ondas e reduzir o consumo de água engarrafada. A conscientização sobre a presença de microplásticos na dieta e no ambiente é crucial para proteger a saúde pública.

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