Recentes estudos questionam a eficácia do treinamento do core na prevenção de dor lombar e no desempenho atlético. Embora os termos “abdominais” e “core” sejam amplamente utilizados em fitness, suas funções são distintas. Os abdominais referem-se aos músculos visíveis na parte frontal e lateral do abdômen, enquanto o core abrange um grupo maior de músculos, […]
Recentes estudos questionam a eficácia do treinamento do core na prevenção de dor lombar e no desempenho atlético. Embora os termos “abdominais” e “core” sejam amplamente utilizados em fitness, suas funções são distintas. Os abdominais referem-se aos músculos visíveis na parte frontal e lateral do abdômen, enquanto o core abrange um grupo maior de músculos, incluindo os das costas, quadris e assoalho pélvico.
O conceito de treinamento do core ganhou popularidade no início dos anos 2000, após um estudo que sugeriu que a função dos músculos abdominais profundos poderia estar relacionada à dor lombar. No entanto, evidências recentes indicam que a estabilidade do core não necessariamente previne a dor lombar. Exercícios como pranchas e dead bugs podem ajudar, mas não são mais eficazes do que atividades como caminhada ou musculação.
Além disso, a relação entre a força do core e o desempenho atlético é incerta. Uma revisão de dois mil e dezesseis encontrou associações fracas entre a força do core e medidas de força e equilíbrio do corpo inteiro. O treinamento de estabilidade do core pode não oferecer benefícios significativos para desempenho atlético em atividades como saltos e corridas.
Por outro lado, fortalecer os músculos do core pode ser benéfico em esportes que envolvem movimentos de rotação, como artes marciais e caiaque. Para quem deseja exercitar essa região, recomenda-se começar com exercícios de baixo impacto, como pranchas e bird dogs, antes de avançar para abdominais e rotações russas. Aumentar a força do core, junto com o treinamento geral, pode ajudar a prevenir lesões e melhorar a saúde ao longo da vida.
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