A apresentadora Ana Hickmann, de 44 anos, expressou seu arrependimento por não ter congelado óvulos, uma técnica que permite às mulheres postergar a maternidade. Em entrevista à revista “Veja”, ela afirmou: “Hoje, vejo que não congelar óvulos foi um erro. Uma pena.” A preservação da fertilidade é crucial, especialmente considerando o impacto da idade nesse […]
A apresentadora Ana Hickmann, de 44 anos, expressou seu arrependimento por não ter congelado óvulos, uma técnica que permite às mulheres postergar a maternidade. Em entrevista à revista “Veja”, ela afirmou: “Hoje, vejo que não congelar óvulos foi um erro. Uma pena.” A preservação da fertilidade é crucial, especialmente considerando o impacto da idade nesse processo.
O congelamento de óvulos é uma estratégia reconhecida para mulheres que desejam adiar a maternidade por motivos pessoais ou profissionais. O Dr. Rodrigo Rosa, especialista em Reprodução Humana, explica que a queda na fertilidade se acentua após os 30 anos, com riscos aumentados de falhas na gestação. Ele detalha que a criopreservação envolve congelar óvulos a -196ºC, preservando sua viabilidade futura.
Importância do Congelamento
O procedimento é indicado para mulheres que enfrentam desafios como câncer ou endometriose, ou que têm histórico familiar de menopausa precoce. “O congelamento permite preservar os óvulos antes que eles se esgotem,” ressalta o Dr. Rodrigo. O ideal é realizar a técnica até os 35 anos, quando as chances de sucesso são maiores. Após essa idade, a eficácia diminui significativamente.
O ciclo para congelamento dura cerca de três semanas e envolve o uso de hormônios para estimular os ovários. Os óvulos são coletados em um procedimento minimamente invasivo e congelados imediatamente. Estudos indicam que o congelamento prolongado não compromete a qualidade dos óvulos, podendo ser armazenados por mais de 20 anos.
Taxas de Sucesso e Segurança
As taxas de sobrevivência dos óvulos após o descongelamento são de aproximadamente 75% para mulheres até 38 anos. Para aquelas acima dessa idade, as chances de gravidez com óvulos congelados são menores. O procedimento é considerado seguro, com pesquisas mostrando que não há aumento de defeitos congênitos em crianças geradas a partir de óvulos congelados.
Recentemente, o Conselho Federal de Medicina limitou a oito o número máximo de embriões gerados em laboratório, visando aumentar a segurança e a eficácia dos tratamentos de fertilidade. Avanços na área, como testes genéticos em embriões, também têm contribuído para melhorar as taxas de sucesso e reduzir o risco de gestações múltiplas.
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