Ardem Patapoutian, um biólogo que ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2021, fez sua primeira tatuagem aos 57 anos, que representa a proteína Piezo, importante para o sentido do toque. Ele se tatuou de forma bem-humorada, após sua esposa sugerir que esperasse um ano para ter certeza de sua decisão. Patapoutian, que imigrou do Líbano para os EUA, expressou preocupações sobre as políticas de imigração e os cortes de financiamento à ciência, ressaltando que 40% dos vencedores do Nobel nos EUA são imigrantes. Ele começou sua vida nos EUA entregando pizzas e agora é um pesquisador respeitado no Instituto Scripps, em San Diego. Durante uma entrevista, ele compartilhou sua experiência de sequestro na guerra civil libanesa, que o fez deixar seu país. Patapoutian destacou que muitos jovens desejam estudar nos EUA, mas as oportunidades estão diminuindo. Ele criticou os cortes no orçamento dos Institutos Nacionais de Saúde, que podem atrasar pesquisas importantes. A proteína Piezo é essencial em processos como a percepção da dor e o controle da pressão arterial, e sua pesquisa pode revelar novas funções. Ele também mencionou que cientistas estão sendo atraídos por ofertas de financiamento de outros países, mas reafirmou seu compromisso com os EUA. Patapoutian acredita que a pesquisa curiosa é fundamental para a medicina e a economia, e destacou a importância da propriocepção, um sentido muitas vezes ignorado, mas vital para o dia a dia.
Ardem Patapoutian, biólogo e vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 2021, fez sua primeira tatuagem aos 57 anos. O desenho, que ocupa todo o seu braço direito, representa a proteína Piezo, fundamental para o sentido do toque. A decisão de se tatuar foi bem-humorada, com sua esposa, Nancy Hong, sugerindo que ele esperasse um ano para ter certeza de que não era uma crise de meia-idade.
Patapoutian, que emigrou do Líbano para os EUA, expressou preocupações sobre as atuais políticas de imigração e os cortes de financiamento à ciência. Ele destacou que 40% dos vencedores do Nobel nos EUA são imigrantes, mas a administração atual não valoriza nem a ciência nem a imigração. O cientista, que começou sua vida nos Estados Unidos entregando pizzas, agora é um renomado pesquisador no Instituto Scripps, em San Diego.
Em entrevista, Patapoutian relatou sua experiência de sequestro durante a guerra civil no Líbano, o que o levou a deixar seu país natal. Ele enfatizou que muitos jovens sonham em estudar nos EUA, mas as oportunidades estão diminuindo. O cientista também criticou os cortes propostos ao orçamento dos Institutos Nacionais de Saúde, afirmando que isso poderia atrasar pesquisas essenciais e impactar a saúde pública.
Impacto da Pesquisa
Patapoutian explicou que a proteína Piezo é crucial em diversos processos biológicos, como a percepção da dor e o controle da pressão arterial. Ele mencionou que a pesquisa sobre essas proteínas está revelando novas funções, como a regulação do trânsito intestinal. O cientista defende que a pesquisa impulsionada pela curiosidade é vital para o avanço da medicina e da economia.
Ele também comentou sobre a crescente tentação de cientistas em aceitar ofertas de financiamento de outros países, como a China, que busca atrair talentos. Apesar das dificuldades, Patapoutian reafirmou seu compromisso com os EUA, afirmando que não desistirá de seu país facilmente.
Patapoutian concluiu que a ciência deve ser apoiada por meio de pesquisa curiosa, que frequentemente resulta em descobertas significativas. Ele ressaltou que a percepção do corpo, ou propriocepção, é um sentido muitas vezes ignorado, mas essencial para a vida cotidiana.
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