A organização Farmacéuticos Solidarios, que atua no sul de Madrid, enfrenta uma grave crise financeira após mobilizar recursos para ajudar as vítimas da Dana em Valencia. A iniciativa resultou em demissões e um aumento na demanda por medicamentos essenciais, colocando a ONG em uma situação crítica. A fundadora, Penélope Gámez, destacou que a organização atende […]
A organização Farmacéuticos Solidarios, que atua no sul de Madrid, enfrenta uma grave crise financeira após mobilizar recursos para ajudar as vítimas da Dana em Valencia. A iniciativa resultou em demissões e um aumento na demanda por medicamentos essenciais, colocando a ONG em uma situação crítica.
A fundadora, Penélope Gámez, destacou que a organização atende cerca de 1.900 famílias semanalmente, fornecendo medicamentos e alimentos. No entanto, os recursos se esgotaram, e a ONG busca novos parceiros para evitar o fechamento. Gámez explicou que a mobilização de mais de quatro toneladas de alimentos e medicamentos para Valencia deixou a organização “em números vermelhos”.
A situação é alarmante, com um aumento no número de famílias necessitadas. Gámez observou que muitos dependem de medicamentos caros, como insulina e antibióticos, que não podem pagar. “Estamos vendo um aumento de pessoas que antes eram da classe média e agora estão em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Aumento da Demanda
A ONG tem recebido um número crescente de pessoas em busca de ajuda, incluindo imigrantes e famílias em dificuldades financeiras. Gámez mencionou que muitos chegam com problemas de saúde que requerem tratamento imediato, mas não têm condições de arcar com os custos dos medicamentos. “Se não puder pagar a insulina, a pessoa volta a estar em risco”, alertou.
Ana Isabel, uma beneficiária, compartilhou sua experiência, ressaltando a importância da organização em sua vida. Ela, que vive com um marido com deficiência e dois filhos, depende do apoio para obter medicamentos e alimentos. “Não sei o que faria sem eles”, disse.
Necessidade de Apoio
A fundadora da ONG enfatizou que, apesar das dificuldades, a solidariedade da comunidade tem sido fundamental. Cinquenta farmácias de Madrid se uniram ao projeto, contribuindo com medicamentos e produtos essenciais. No entanto, Gámez ressaltou que a organização precisa urgentemente de novos parceiros e recursos financeiros para continuar seu trabalho.
A realidade enfrentada pela Farmacéuticos Solidarios reflete a crescente precariedade econômica na região. A ONG, que começou suas atividades durante a pandemia, agora se vê diante de um desafio ainda maior, com a necessidade de atender a um número crescente de famílias em situação de vulnerabilidade.
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