O relatório Make Our Children Healthy Again (MAHA), elaborado por uma comissão liderada pelo secretário de Saúde, RFK Jr, e publicado em maio, aborda doenças crônicas em crianças, como obesidade e diabetes. O documento atribui a responsabilidade a alimentos ultraprocessados, falta de atividade física e exposição a produtos químicos. Recentemente, surgiram críticas à credibilidade do […]
O relatório Make Our Children Healthy Again (MAHA), elaborado por uma comissão liderada pelo secretário de Saúde, RFK Jr, e publicado em maio, aborda doenças crônicas em crianças, como obesidade e diabetes. O documento atribui a responsabilidade a alimentos ultraprocessados, falta de atividade física e exposição a produtos químicos.
Recentemente, surgiram críticas à credibilidade do relatório, que contém citações de estudos inexistentes e erros de referência. O jornal The New York Times revelou que a comissão pode ter inventado artigos científicos ou falhado em verificar as fontes. A professora de epidemiologia Katherine Keyes, da Universidade de Columbia, expressou surpresa ao ver seu nome associado a um estudo que não existe.
O governo dos EUA minimizou os erros, classificando-os como pequenas imprecisões que não afetam a substância do relatório, que continua sendo considerado um “marco histórico”. No entanto, as ações concretas para promover uma alimentação saudável têm sido escassas. Em março, o Departamento de Agricultura cancelou um programa que fornecia frutas e verduras a escolas.
Além disso, o relatório critica a vacinação infantil, alegando um suposto excesso de vacinas e questionando sua eficácia. Essas alegações não têm respaldo científico, já que as vacinas atuais são menos invasivas ao sistema imunológico das crianças do que as do passado. A desconexão entre as preocupações com a alimentação infantil e as ações do governo levanta questionamentos sobre a eficácia do relatório MAHA.
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